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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Alimentos Derivados da Soja São Mesmo Saudáveis?

 


Se você já ficou confuso lendo informações contraditórias sobre o tofu, não está sozinho... Apesar de ser comprovadamente uma boa fonte de proteínas, alguns estudos despertaram suspeitas sobre os supostos malefícios do estrogênio presente na soja.

Para começar, um prato de 85 g de tofu pode fornecer entre 4 e 14 g de proteína (dependendo do tipo), incluindo todos os 9 aminoácidos essenciais.

Também fornece vitaminas do complexo B, ácidos graxos insaturados saudáveis, e minerais como cálcio, magnésio, zinco e ferro.

Mesmo assim, algumas pessoas se perguntam se os alimentos à base de soja estariam ligados ao câncer, uma preocupação decorrente de seus níveis relativamente altos de isoflavonas, compostos vegetais semelhantes em estrutura ao hormônio estrogênio.

A presença de isoflavonas também levantou preocupações de que a soja possa afetar negativamente a fertilidade masculina.

Mas, no geral, estudos mostraram que incluir alimentos de soja em sua dieta não é apenas seguro, mas também pode beneficiar a saúde cardíaca e metabólica de homens e mulheres.

Embora seja verdade que as isoflavonas da soja imitam um pouco o estrogênio, parecem ter propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias e antioxidantes.

O que sabemos sobre o consumo da soja:

Os últimos estudos científicos descartam a associação das isoflavonas com o surgimento do câncer de mama. Não há provas de que o maior ou menor consumo de alimentos derivados da soja promovam o câncer de mama.  Inclusive, pesquisas com populações de países asiáticos, que consumem regularmente a soja da infância à velhice, relacionam este alimento a uma maior proteção da doença.

Para exemplificar, um estudo publicado em 2012, que acompanhou mulheres da China e dos Estados Unidos que haviam tido câncer de mama, constatou que as que comiam meia porção ou mais de alimentos de soja após o diagnóstico eram menos propensas a ter uma recorrência do que aquelas que comiam quantidades menores. O Instituto Americano de Pesquisa do Câncer diz que “evidências limitadas” sugerem que as mulheres que ingerem quantidades moderadas de soja poderiam ter mais probabilidade de sobreviver e, talvez, ter menos recorrências do câncer de mama. Uma porção moderada é definida como uma ou duas porções de alimentos integrais de soja, como tofu, leite de soja, edamame ou grãos de soja, por dia.

Alguns estudos também relatam um efeito protetor da soja para os cânceres de próstata e pulmão.

A Sociedade Americana de Câncer recomenda alimentos à base de soja e leguminosas como parte de uma dieta saudável e equilibrada, mas diz que as evidências de que a soja, em particular, pode proteger as pessoas do câncer de mama ou de próstata “são muito limitadas para tirar conclusões firmes”.

A preocupação de que a soja poderia interferir na fertilidade - e até mesmo afetar a contagem ou a qualidade dos espermatozoides, a capacidade de conceber, ou ainda os níveis de testosterona ou estrogênio em homens – também não foram apoiadas por evidências científicas.

As ondas de calor (calorões) nas mulheres na menopausa não parecem ser mitigadas especialmente pelo consumo da soja, mas não faz mal experimentar consumir este alimento, pois em alguns casos o efeito pode ser benéfico. Outras pesquisas também descobriram que o maior consumo de soja está associado a um menor risco de fraturas osteoporóticas em mulheres na pós-menopausa.

Um estudo publicado em 2020 concluiu que consumir mais isoflavonas de soja, particularmente do tofu, estaria associado a um menor risco de doença coronariana. Em um longo estudo, que acompanhou 1200 pessoas, por 30 anos, descobriu-se que aqueles que consumiram pelo menos uma porção de tofu ou leite de soja por semana tinham de 15 a 16% menos probabilidade de morrer do que aqueles que comeram menos de uma porção ao mês.

Fica claro, por esta pesquisa, que é recomendado consumir mais proteínas vegetais do que proteínas animais – particularmente aquelas de carnes processadas e vermelhas – que estão associadas a um maior risco de doenças cardíacas, diabetes, câncer colorretal e morte prematura.

Como incorporar mais alimentos de soja em sua dieta?

O primeiro derivado da soja recomendado por nutricionistas é o tofu, um “queijo” produzido a partir da fermentação da soja. Sua quase ausência de sabor pode ser um aliado no preparo de refeições, já que pode ser assado, refogado ou cozido em molho, incorporando seus diferentes sabores.

Outras sugestões são: o grão de soja cozido, o edamame ao vapor, ou os smoothies de leite de soja.

O importante é tentar introduzir uma ou duas porções de alimentos de soja em sua dieta diária.

Por outro lado, é importante alertar contra o uso de suplementos de isoflavona, que podem conter quantidades muito maiores dos compostos do que as encontradas em alimentos, naturalmente. Se um pouco é bom, muito não é necessariamente melhor.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A Conexão Entre Hormônios Femininos e Doenças Autoimunes



Por que as mulheres sofrem de doenças autoimunes mais do que os homens?
Mais de 75% dos 24 milhões de norte-americanos sofrendo de doenças autoimunes são mulheres, de acordo com a American Autoimmune Related Diseases Association (AARDA).

As mulheres parecem ter respostas autoimunes maiores do que os homens quando seus sistemas imunológicos são acionados, aumentando assim o risco de autoimunidade. Os hormônios sexuais parecem estar envolvidos, uma vez que muitas doenças autoimunes flutuam com as alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez, o ciclo menstrual, ou quando se usam contraceptivos orais. Um histórico de gravidez também parece aumentar o risco de doença autoimune.

Deficiência hormonal pode ser um elo

O hormônio sexual que é comumente baixo nestas mulheres é o DHEA.
O DHEA é produzido pelas glândulas adrenais, os órgãos reprodutivos e o cérebro. É um esteroide natural e é usado pelo corpo para produzir os hormônios femininos e masculinos, o estrogênio e a testosterona, respectivamente. O DHEA é conhecido por ter efeitos anti-inflamatórios e tem sido proposto que uma deficiência dele é um fator que contribui para doenças autoimunes. Foi feito um estudo para analisar este efeito preciso e suas conclusões foram apoiadas por outras pesquisas similares.

A revista científica Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism Vol. 94, No. 6 2044-2051(2009) apresentou um artigo entitulado “Low Serum Levels of Sex Steroids Are Associated with Disease Characteristics in Primary Sjogren’s Syndrome; Supplementation with Dehydroepiandrosterone Restores the Concentrations” (Níveis séricos baixos de esteroides sexuais estão associados a características da Síndrome de Sjogren Primária; suplementação com Dehidroepiandrosterona restaura as suas concentrações).
Os autores pretendiam investigar se havia uma relação entre níveis de esteroide e as características da doença de Sjogren, uma doença autoimune. Eles basearam sua premissa nos dados conhecidos de que o hormônio DHEA não só diminui com o envelhecimento, mas também com esta doença autoimune, a Síndrome de Sjogren. O estudo envolveu 23 mulheres na pós-menopausa, com Síndrome de Sjogren Primária e níveis abaixo do normal de DHEA. O estudo foi duplo-cruzado (estudo de alta qualidade), com duração de nove meses, onde o nível de DHEA foi acessado por medições laboratoriais sofisticadas e sintomas típicos da Síndrome de Sjogren, como olhos e boca secos e fluxo salivar foram similarmente calculados.

Estes ditos hormônios mostraram uma melhora em seus níveis, no entanto...
Resultados revelaram uma forte correlação entre DHEA baixos e os sintomas da Síndrome de Sjogren. O DHEA e seus metabólitos de hormônios sexuais (testosterona e estrogênio) parecem aumentar com a suplementação de DHEA, mas não com o placebo. Constatou-se que sintomas como olhos secos melhoravam quando os níveis de estrogênio aumentavam.
Os pesquisadores concluíram que as manifestações clínicas da Síndrome de Sjogren Primária estavam associadas com níveis baixos de hormônios sexuais e a suplementação de  DHEA permitia que o corpo o transformasse em andrógenos (testosterona) e estrógeno, com a predominância da produção de testosterona.

O fato de as doenças autoimunes ocorrerem mais frequentemente nas mulheres, que as mesmas costumem ter o DHEA baixo e que os andrógenos (testosterona) têm efeitos anti-inflamatórios que podem beneficiar as doenças autoimunes, são todas afirmações verdadeiras. Mas será que basta dar a estas mulheres o DHEA, e dispensá-las?
Provavelmente, não, mas há três itens a serem propostos aos clínicos e seus pacientes:
Primeiro, avaliar os níveis hormonais nas mulheres regularmente.
Segundo, discutir POR QUE seus níveis hormonais estão desequilibrados.
E terceiro, quando for suplementar com hormônios como DHEA, certificar-se que o sistema de entrega é aquele que simula o que o corpo faz naturalmente.

Lembre-se de que a doença autoimune pode começar muitos, muitos anos antes que os primeiros sintomas se manifestem. Portanto, avaliar os níveis hormonais em nossas mulheres mais jovens é uma boa ideia.

Quando o médico descobrir que os níveis de DHEA na paciente estão baixos, a primeira atitude é discutir o porquê.  Frequentemente isto ocorre devido a um fenômeno conhecido como “roubo de pregnenelona”, que acontece quando as glândulas adrenais (a glândula do estresse) estão sobrecarregadas. É um acontecimento comum e uma das habilidades fantásticas do corpo humano, permitindo que ele desvie de um caminho para outro quando o estresse está presente.

O caminho de “roubar” desvia o corpo de produzir os hormônios sexuais, para poder fabricar mais hormônios “anti-estresse”. Então, ao adicionar um pouco de DHEA na mistura pode muito bem ajudar, mas, por outro lado, não seria fundamental descobrir por que sua produção está sendo desviada de fazer hormônios sexuais? Depois de descobrir a causa de qualquer deficiência ou desequilíbrio no corpo podem-se tomar medidas para realmente remediá-lo, ao invés de simplesmente encobri-lo, tomando DHEA ou alguma outra substância.

Voltando ao ponto acima, insistir no tratamento ‘fechado’ de suplementação com o DHEA, sem buscar a causa de sua deficiência é um erro, já que o corpo, em condições normais, deveria produzir a quantidade adequada de DHEA. Uma razão comum para o começo do desvio, ou “roubo”, é devido ao estresse adrenal por má absorção de nutrientes, açúcar no sangue e a presença de infecções – todos os problemas vistos em pacientes com intolerância ao glúten! Não estamos presumindo que todo paciente autoimune tenha intolerância ao glúten, mas certamente é prevalente o bastante para garantir que eles sejam avaliados, se for o caso, diagnosticados.

A medida que percorremos o caminho para a saúde ideal removendo qualquer alimento que o corpo não tolera bem, melhorando a integridade do intestino delgado e normalizando a função adrenal, certamente a momentos em que a suplementação hormonal é benéfica. Não se recomenda a via oral, porque o primeiro local para o qual o hormônio viaja após a ingestão é o fígado, e isto pode ser oneroso para esse órgão. Quando o corpo produz hormônios, o processo natural é entregá-los diretamente à corrente sanguínea. Num esforço para simular o sistema de entrega, usa-se uma via bucal (colocada entre a bochecha e a gengiva) que faz um bom trabalho de levar o hormônio diretamente à corrente sanguínea, contornando o fígado e o trato digestivo.

Doenças autoimunes compreendem a terceira principal causa de morte nos EUA e pesquisas sugerem fortemente que seu rápido aumento se dá devido a fatores ambientais, especialmente aqueles que enfraquecem o intestino delgado – o lar de 70-80% do sistema imunológico humano. Precisamos de profissionais da saúde comprometidos com o diagnóstico precoce, enquanto a doença ainda é remediável, bem como a redução global da incidência, abordando a saúde digestiva e do sistema imunológico.
Fonte: https://bit.ly/2wfieDS

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dieta da Mulher na Menopausa


Durante o período da menopausa é recomendável potencializar o consumo de alguns alimentos e limitar o de outros.

Segundo os especialistas em nutrição, a mulher passa por etapas distintas e situações fisiológicas ao longo de sua vida, que vão marcando suas necessidades nutricionais e energéticas.

Assim, durante a menopausa (alteração fisiológica que acontece de forma natural na mulher, geralmente entre os 48 e 55 anos) há uma série de alimentos que devem ser consumidos preferencialmente, e outros que devem ser limitados ou evitados.

- Aumentar o consumo de alimentos ricos em cálcio, como o leite e produtos lácteos desnatados.

- Consumir produtos vegetais como frutas e verduras.

- Consumir legumes, incluindo a soja, ao menos 2 vezes por semana.

- Aumentar o consumo de fibras, mas sem excessos, já que um alto consumo de fibras na dieta pode reduzir a absorção do cálcio.

- Limitar a ingestão de sódio, principalmente no caso do diagnóstico de hipertensão arterial.

- Limitar o consumo de alimentos de origem animal, ricos em gorduras saturadas.

- Limitar o consumo de cafeína, já que pode incrementar o cálcio na urina e limitar sua absorção.

- Utilizar preferentemente óleos de sementes, ou azeite de oliva.

- Reduzir o consumo de fitatos (presentes nos farelos de legumes e cereais), pois os mesmos formam sais insolúveis com o cálcio e impedem sua absorção.

- Evitar o consumo de tabaco e moderar a ingestão de álcool.

- Manter uma ingestão adequada de alimentos que contenham vitamina D e controlar a exposição ao sol. A exposição ao sol por alguns minutos todos os dias é importante para a absorção da vitamina D, que auxilia na fixação do cálcio, e evitando doenças graves como a osteoporose.

- Realizar atividades físicas regularmente. Estudos científicos já comprovaram que durante a menopausa, o desejo de praticar exercícios se reduz dramaticamente na mulher. Este fator, associado à manutenção de uma dieta calórica, faz com que a maioria das mulheres acabe engordando durante este período da vida.

- Evitar o sobrepeso, através de uma ingestão calórica equilibrada. Mulheres que conseguem manter ou aumentar o nível de atividade física durante a menopausa evitam o sobrepeso. Portanto, recomenda-se o equilíbrio entre dieta e exercícios para preservar a saúde e a forma física durante a menopausa.

- O uso de tratamentos alternativos com ervas segue sendo muito polêmico e, segundo estudo realizado recentemente pela British Medical Association (BMA), e publicado no Drug and Therapeutics Bulletin, há pouca ou nenhuma evidência de sua efetividade no combate aos sintomas da menopausa. Sem mencionar que muitas dessas plantas, se usadas de forma indevida, podem causar sérios danos à saúde, como toxicidade ao fígado, ou interação potencialmente perigosa com outros medicamentos.
 

domingo, 11 de setembro de 2011

Celíase e a Tireóide


A tireóide, uma glândula no formato de borboleta, localizada na base do pescoço, carrega uma grande responsabilidade na regulação dos hormônios que controlam algumas das funções mais essenciais do corpo humano – mais destacadamente, o metabolismo. Para quem sofre da doença celíaca, o risco de desenvolver uma condição que pode afetar a tireóide, e comprometer sua saúde em geral, é aumentado significativamente.

É de conhecimento geral que indivíduos com DC têm um risco maior de desenvolver desordens 
autoimunes adicionais, mas você sabia que a glândula tireóide também é particularmente afetada pelas doenças autoimunes?

De fato, pessoas com DC são quase quatro vezes mais suscetíveis a desenvolver uma condição da tireóide autoimune, os tipos mais comuns sendo a doença de Hashimoto e a doença de Graves.

Atualmente, cerca de 20 milhões de norte-americanos tem alguma forma de doença da tireóide. Pessoas de todas as idades e raças podem ter doenças da tireóide. Entretanto, as mulheres têm uma probabilidade de cinco a oito vezes maior que os homens de ter problemas de tireóide.

E, embora os cientistas ainda não tenham identificado a causa exata dessas doenças, muitos suspeitam que fatores genéticos e imunológicos sejam ambos parcialmente responsáveis.

A DC e as desordens da tireóide compartilham uma predisposição genética em comum, o que pode explicar a maior incidência de doenças da tireóide entre os celíacos, se comparada à população em geral.

Alguns conceitos importantes:

Hipotireoidismo: Ocorre quando há uma diminuição na produção da tireóide.
Hipertireoidismo: Ocorre quando há um aumento na produção da glândula tireóide.

Você é Celíaco?

A doença da tireóide é muitas vezes diagnosticada antes da DC. Como as condições da tireóide auto-imune são mais facilmente reconhecidas e diagnosticadas pelos médicos, recomenda-se que pacientes que sofram dessa condição sejam testados para a doença celíaca, num esforço de impedir futuras complicações de saúde.

Quais são das doenças da tireóide mais comuns?


Doença de Hashimoto

O que é? Quem sofre dela?

A doença de Hashimoto, uma forma de hipotireoidismo causado por uma reação autoimune, é de longe o tipo mais comum de doença da tireóide. A condição é sete vezes mais comum em afetar mulheres do que homens, e frequentemente é uma herança genética, ou seja, passa dos pais para os filhos.

Durante a progressão da doença, a glândula tireóide é alvo de um ataque dos anticorpos, fazendo com que fique inflamada e aumentada. À medida que a glândula aumenta, começa a reduzir o seu funcionamento, causando deficiência do hormônio da tireóide dentro do corpo.

Sem tratamento, indivíduos com a doença de Hashimoto podem desenvolver problemas cardíacos, defeitos de nascença e problemas de saúde mental tais como depressão.

Quais são os sintomas?

 Sintomas comuns do hipotireoidismo incluem:

- Fadiga,
- Depressão,
- Cãibras,
- Constipação,
- Ganho de peso,
- Diminuição da temperatura corporal,
- Pele seca,
- Cabelos secos/quebradiços, ou perda de cabelo,
- Glândula da tireóide inchada.

Como é feito o diagnóstico?


A doença de Hashimoto pode ser diagnosticada facilmente através de um simples exame de sangue. Seu médico irá medir a quantidade de hormônios da tireóide (TSH) que há no sangue para determinar se você tem ou não a condição.

Pode ser tratada?


O tratamento padrão para a doença de Hashimoto são suplementos sintéticos do hormônio da tireóide. Seu médico irá estabelecer a dosagem de medicamento, baseado nos níveis de hormônio no sangue. Tomados oralmente e diariamente, esses medicamentos irão gradualmente resolver os sintomas, uma vez que a dosagem correta seja determinada.

Há pouca evidência de que uma dieta sem glúten possa ajudar a tratar o hipotireoidismo. Entretanto, aqueles recém diagnosticados com a DC são, algumas vezes, capazes de diminuir a sua dosagem de suplemento do hormônio da tireóide depois do seu intestino ser curado, e a habilidade do seu corpo de absorver os nutrientes melhorar.

Doença de Graves

O que é?

A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo. Como a doença de Hashimoto, a doença de Graves é causada por uma resposta autoimune, que faz com que os anticorpos ataquem a glândula tireóide. No entanto, ao contrário do hipotireoidismo, o ataque dos anticorpos ocasiona um aumento na produção hormonal da tireóide. Quando a tireóide produz hormônio demais, o corpo usa a energia mais rápido que deveria.

Aqueles que têm a doença de Graves também podem sofrer de outras condições, tais como desordens cardíacas, complicações na gravidez, osteoporose, e até mesmo uma condição letal chamada de Crise Tireoidiana (ou “tempestade tireoidiana”). Uma complicação rara, a crise da tireóide ocasiona um aumento súbito e drástico nos hormônios que podem resultar em febre, suor em profusão, desorientação ou confusão, pressão sanguínea muito baixa e até mesmo o coma.

Quais são os sintomas?

Pacientes com a doença de Graves podem experimentar um ou mais dos seguintes sintomas:

- Fraqueza muscular,
- Perda de peso,
- Superaquecimento/suor excessivo,
- Diarreia/movimentos intestinais frequentes,

- Tremores nas mãos ou dedos,
- Dificuldade de pegar no sono,
- Irritabilidade, ansiedade,
- Batimento cardíaco acelerado ou irregular,
- Alteração do ciclo menstrual,
- Disfunção erétil, ou redução da libido,
- Olhos ‘saltados’,
- Pele vermelha e grossa, normalmente nas canelas ou peito dos pés (dermopatia de Grave) – uma manifestação relativamente incomum.

Como é diagnosticada?


Um diagnóstico de Graves pode ser confirmado através de exame de sangue. Assim como no diagnóstico da doença de Hashimoto, o seu médico irá examinar os níveis hormonais da tireóide (TSH) no sangue para determinar se você tem ou não a Graves.

Um ‘scan’ da tireóide (cintilografia) também pode ser usado no diagnóstico. Essa técnica requer que o paciente beba uma pequena quantidade de iodo radioativo, e o médico especialista então irá medir a quantidade de iodo que a glândula tireóide absorve.

Qual é o tratamento?

A terapia de iodo radioativo pode ser usada para tratar a doença de Graves. Ingerir o iodo ajuda a destruir as células hiperativas da tireóide, e a regular os seus níveis hormonais. 

Esse tratamento pode ocasionar dor no pescoço e inchaço, bem como uma diminuição nos níveis de testosterona, mas tudo isso é temporário. É importante notar que embora o iodo destrua as células da tireóide, não prejudica os tecidos e órgãos adjacentes. Esse tratamento não é recomendado para mulheres grávidas ou lactantes.

Os medicamentos de supressão do hormônio da tireóide, com p.ex., o tapazol, também podem ser usados no tratamento. Semelhante a terapia do iodo radioativo, esses remédios levam um tempo para suprimir os níveis elevados da tireóide. Mesmo que ocorra a remissão, o médico ainda recomenda uma avaliação regular e uma terapia medicamentosa contínua, já que a recaída é comum.

Às vezes, os médicos podem recomendar a cirurgia para remover toda ou parte da glândula da tireóide. Quando a glândula da tireóide é removida completamente, o procedimento é chamado de tireoidectomia. Após o procedimento, os pacientes são submetidos ao tratamento com suplementos hormonais, semelhante aos que sofrem da doença de Hashimoto.

Você é Celíaco?

A doença da tireóide é muitas vezes diagnosticada antes da DC. Como as condições da tireóide autoimune são mais facilmente reconhecidas e diagnosticadas pelos médicos,
recomenda-se que pacientes que sofram dessa condição sejam testados para a doença celíaca, num esforço de impedir futuras complicações de saúde.


fonte: National Foundation for Celiac Awareness.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ABACATE, Nutrir a Pele de Dentro Para Fora

Todo mundo conhece o ditado "uma maçã por dia evita o dentista", mas não são apenas as maçãs que são boas para a nossa saúde. O ABACATE pode manter mais do que os nossos dentes branquinhos. Esta fruta é uma maravilha para a pele e o cabelo, e é uma boa fonte de gorduras saudáveis para o organismo.


O abacate é rico em gorduras monoinsaturadas.
O benefício das gorduras monoinsaturadas está em equilibrar o colesterol total do corpo. Estas gorduras ajudam a equilibrar o HDL / LDL (lipoproteína de alta e baixa densidade). Elas são necessárias para cada função dentro do corpo humano.

Há uma camada lipídica em torno de cada célula no corpo, e o seu corpo precisa de um fornecimento constante de gordura boa, caso contrário, irá ter produzir ele próprio. Alimentos de nutrientes ‘densos’ como o abacate ajudam a saúde geral da nossa pele.

C
erca de 10 por cento de um abacate médio (100 g) é composto destas boas gorduras monoinsaturadas. Um abacate não tem colesterol, então todas essas gorduras são realmente boas gorduras. E não tem gorduras trans, que são obviamente muito ruins, e tem uma pequena quantidade de gorduras saturadas, mas o corpo realmente precisa de uma pequena quantidade de gorduras saturadas na dieta.

A combinação eficiente de gordura monoinsaturada e de antioxidantes ajuda a nutrir a pele por dentro e a reduzir o estresse. As vitaminas B no abacate, como o ácido fólico, ajudam a limitar os efeitos do estresse sobre o corpo, interna e externamente.

A fruta ajuda a diminuir o estresse global, fazendo pequenas coisas, como trabalhar com o apoio supra-renal (as glândulas supra-renais liberam hormônios em conjunto com o estresse e afetam a função renal).

O que as pessoas não percebem sobre o estresse é que ele usa uma quantidade enorme de energia, uma enorme quantidade destas vitaminas B, para manter constante essa função adrenal.

Quando não estamos estressados, os alimentos que comemos são utilizados para a sua função correta. Quando os nossos corpos ficam sobrecarregados, complementam os nutrientes necessários.

O ácido fólico pode melhorar o aspecto visual de uma pele de aparência pálida, o que pode ser um sintoma de deficiência dessa vitamina.

A vitamina E encontrada no abacate também mantém a pele saudável, o que pode melhorar a circulação sanguínea da pele.

O abacate tem vitaminas A, E, B e C, bem como um elemento de zinco.


Se você come abacate regularmente, estará consumindo uma boa dose de vitamina E, que também pode ajudar a manter o cabelo saudável e sedoso.


A ingestão diária recomendada de vitamina E é de cerca de 30 mg, e um abacate contém cerca de 3 gramas da vitamina.

Além de ser repleto de nutrientes, o abacate também tem pouco açúcar e contém fibras. Os antioxidantes presentes no abacate ajudam a evitar os danos causados ​​pelos radicais livres nas células, que contribuem para o envelhecimento prematuro da pele.

Outro bônus são os óleos do abacate, que podem ajudar a hidratar a pele seca e eczemas.


Quando falamos sobre pele ruim, muitas vezes o que acontece é um equilíbrio de óleos incorretos no corpo. Muita gente pensa: 'eu só vou cortar todas as gorduras', mas o corpo frequentemente está produzindo em excesso (as gorduras) porque não tem o suficiente dessas gorduras na dieta.

O abacate pode até ajudar na perda de peso, mas salienta-se que deve ser parte de uma dieta saudável em geral, e não ser utilizado como uma ferramenta para emagrecer.

Se você puder começar substituindo algumas das gorduras mais saturadas, como maionese ou margarina pelo abacate, estará cortando alimentos processados ​​da sua dieta, substituindo-os por um alimento completo, uma comida realmente rica em nutrientes.

Mas, relembrando, seu corpo precisa de gordura... Tudo se resume a uma comunicação correta dentro do corpo - você consome as gorduras certas e, basicamente, elas se comunicam com o corpo (e) o corpo não fica sem as gorduras na dieta.

Conseguir o equilíbrio certo de hidratação, o equilíbrio certo de gordura, se manifesta na pele, no corpo (e) em como nos sentimos.

Para ajudar a sua pele a brilhar, experimente esse esfoliante caseiro de abacate:

Receita de Esfoliante de Abacate

Ingredientes
- 1 polpa de abacate
- 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio.
Como Fazer
Misture bem o abacate e o bicarbonato.
Massageie suavemente a pele e remova com água morna.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Retenção de Líquidos (Edemas)

retenção de líquidos é um acúmulo de líquido que passa das veias para o exterior (espaço intracelular), e provoca inchaço na zona afetada.

É um transtorno metabólico que consiste na acumulação de água no organismo, normalmente nas pernas, abdômen ou mãos, provocando inchaço (edema).
Manifesta-se quando o nível de líquidos ultrapassa os 75%.

Para muitas pessoas, o verão está ligado a pernas pesadas e inchadas. É que o problema da retenção de líquidos (conhecido na medicina como edema) se agrava nos meses de calor.


Quais são as causas?

Deve-se a um desequilíbrio no sistema hormonal que regula o nível de líquido no corpo.

Pode ser causado por:
- Excesso de sal na alimentação,

- Déficit de proteínas - as proteínas fazem com que o fígado produza albumina, uma substância que evita a acumulação de líquidos,

- Ou ainda pela escassez de nutrientes – vitaminas C e B6, magnésio, potássio e ácidos graxos ômega 3 e ômega 6.

Os sintomas são inchaço, cãibras, fraqueza, palpitações e mal-estar. Também pode ocorrer queda de cabelo, alergias, unhas quebradiças e tônus muscular debilitado.

Qual é o tratamento?

Aconselha-se uma mudança dos hábitos alimentares, com uma dieta rica em proteínas (aves, peixes e legumes), frutas secas, frutas e verduras.

O sal é um dos principais culpados pela retenção de líquidos. O excesso de sal (sódio) está ligado principalmente às refeições “fast food”, aos alimentos pré-cozidos, o queijo e os embutidos.

O desequilíbrio hormonal que provoca a retenção de líquidos também pode ser produzido por doenças cardiovasculares, gravidez, síndrome pré-menstrual, alterações no fígado ou nos rins e alguns remédios.

Por isso é importante que um médico determine qual é o melhor tratamento.

Algumas situações especiais em que pode aparecer o edema:

Problemas circulatórios: Quando as veias das extremidades inferiores não conseguem retirar completamente o sangue, pode ocorrer a formação de edemas nos tornozelos e pernas.

Insuficiência cardíaca congestiva: Nessa doença, o coração tem problema para mobilizar de modo adequado o sangue, que acaba extravasando e gerando edemas nas extremidades. De forma progressiva, também se formam no abdômen e nos pulmões.

Hipertensão arterial mal controlada: Acaba afetando as paredes dos vasos sanguíneos, o coração e os rins, provocando o aparecimento de edemas.

Transtornos renais: Existem diferentes doenças dos rins que podem originar edemas localizados ou generalizados.

Transtornos hepáticos: Também as doenças do fígado, como a cirrose hepática, podem causar seu aparecimento. É característico desse tipo de processo o edema abdominal.

Medicamentos: Alguns medicamentos, através de diferentes mecanismos, podem originar edemas de variada importância e gravidade.

Anticoncepcionais hormonais: Quanto maior o conteúdo de estrogênios, maior o risco de desenvolver edemas.

Gravidez: Causa habitual de edemas nos membros inferiores, originados pelas mudanças hormonais próprias do estado. Não têm importância especial e são mais frequentes durante o terceiro trimestre. Mas é bom consultar o ginecologista no caso de aparecerem.

Alergias: O edema anafilático pode ser devido a picadas de inseto, medicamentos, alimentos, etc.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sono de Beleza

'Quase tudo' que você precisa saber sobre o sono

1. Por que dormir é o melhor tratamento de pele

As pessoas passam quase um terço de suas vidas dormindo, o que ajuda o corpo a se regenerar e descansar para o dia seguinte. É por isso que uma boa noite de sono é um pré-requisito para uma pele bonita.

Prevenção do Envelhecimento

Injeções de hormônio ficaram populares como uma droga milagrosa para manter a juventude. Dizem que elas adiam o envelhecimento ao suplementar os hormônios insuficientes, dessa forma ajudando o metabolismo. Mas elas têm de ser injetadas sempre, e custam caro.

Sabe o que sai barato? Dormir bem, que tem o mesmo efeito de poderosas injeções de hormônios.

Enquanto dormimos, nosso corpo secreta vários hormônios, incluindo a melatonina, que é o hormônio que induz o sono, e os hormônios adrenocorticotrópicos, que controlam o estresse. Desses, o hormônio do crescimento é o mais importante. Ele está associado com a altura, mas após o estágio de crescimento, começa a desempenhar outros papéis, tais como ajudar a regeneração celular e aliviar o estresse. O ácido hialurônico, o fator hidratante natural contido no hormônio do crescimento, também ajuda a pele a absorver as moléculas de água. É por isso que após uma boa noite de sono a pele parece hidratada e brilhante.


Clareamento Natural

Para ter uma pele clara e brilhante, as pessoas recorrem aos cremes com bloqueador solar e aos cosméticos clareadores.

Mas sem um sono profundo é difícil conseguir os resultados desejados. Além de induzir o sono, a melatonina tem um efeito clareador ao dificultar a função das células pigmentares. Mas a melatonina nem sempre é secretada num nível constante.

O corpo começa a secretá-la quando a pessoa pega no sono, e atinge os maiores níveis por volta das 2 horas da manhã, quando ela está num sono profundo.

A secreção de melatonina cai para níveis mais baixos entre 5 e 10 a.m. Isso sugere que é melhor dormir das 9 p.m. até 3 a.m., se possível.

As pessoas são aconselhadas a dormir uma média de 7 horas e meia ao dia.

Mas dormir essa quantidade de tempo não significa necessariamente que você vai ter um bom sono. Qualidade é tão importante quanto quantidade. A proporção adequada de duração de um bom sono, para um sono leve é de 3 para 1.

Para ter uma pele saudável é importante ter um sono de qualidade, por uma quantidade adequada de tempo.



Perigos de dormir demais

Depois de dias dormindo pouco, as pessoas normalmente tentam “tirar o atraso” dormindo mais. Mas isso faz com que elas comecem o dia seguinte em má forma, com a pele com aparência opaca e olheiras, os mesmos sintomas que aparecem após uma noite insone. O motivo é que dormir demais faz com que o ritmo cardíaco diminua e o sangue circule devagar.

A baixa temperatura corporal impede que as glândulas sudoríparas e sebáceas funcionem harmoniosamente, quebrando o balanço de hidratação e oleosidade na pele.

Idealmente um adulto deveria dormir uma média de sete a oito horas, ou ao menos seis horas ao dia. Dormir por 10 horas ou mais pode resultar numa pele pouco saudável.


2. Tirar o atraso do sono não é solução

Tirar o atraso do sono no fim de semana, depois de algumas semanas dormindo pouco pode parecer restaurador, mas pode ter sérios efeitos na saúde. Ao menos é o que concluiu um estudo recente.

Pesquisadores descobriram que as pessoas que são privadas do sono podem funcionar normalmente logo depois de acordarem, mas experimentam uma diminuição gradual das reações ao longo do dia, mesmo tendo tentado tirar o atraso da noite mal dormida. A descoberta tem implicações de segurança importantes, não apenas para aqueles que trabalham em turnos, mas também para pessoas que dormem menos de 6 horas por noite.

Os pesquisadores disseram que ficar acordado por 24 horas equipara o desempenho do corpo a um nível comparado à quantidade de álcool no sangue acima do limite permitido para dirigir. A deterioração aumenta em 10 vezes para aqueles que estão cronicamente privados do sono.

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA diz que adultos precisam de sete a nove horas de sono para sua saúde. De acordo com esse órgão, pouco sono aumenta o risco de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, problemas de memória e imunidade enfraquecida. Mais visivelmente, resulta em reações mais lentas, e dessa forma, a falta crônica de sono pode aumentar o risco de acidentes de carro, entre outros.


3. A obesidade ligada à falta de sono

A quantidade de tempo que as pessoas dormem é um fator importante na obesidade, junto aos dois fatores tradicionais de hábitos alimentares e quantidade de exercícios.

Em estudos internacionais foi pesquisada a correlação entre quantidade de sono e obesidade.

Foram divididos grupos de mulheres, de acordo com seus hábitos de sono: menos de 7 horas, de 7 a 7,9 horas e, por fim, 8 ou mais horas de sono.

Aquelas mulheres que costumam dormir de 7 a 7,9 horas ao dia apresentaram o menor índice de obesidade.

Ou seja, se o índice de obesidade desse grupo de mulheres fosse determinado como 1, o índice de obesidade do grupo com menos de 7 horas de sono tornou-se 2.2, e o do grupo que dormia mais, 2.21.

Pesquisas anteriores revelaram que a falta de sono pode contribuir para a obesidade porque a privação de sono diminui a leptina, um hormônio supressor do apetite, e aumenta o hormônio grelina, estimulador do apetite, além de reduzir a resistência da insulina.

No estudo acima, o grupo com menos horas de sono tinha o maior índice de obesidade, apesar de um menor aporte de calorias. O grupo que dormia oito ou mais horas ingeria muitas calorias e também tinha membros mais obesos em sua família que os outros grupos.

A obesidade daquelas que dormiam oito ou mais horas parece estar relacionada com seus hábitos alimentares e quantidade de exercícios, mas a obesidade daquelas que dormiam menos de sete horas parece estar mais ligada aos hormônios.


4. Cientistas resolvem o mistério do sono

Por que as pessoas sentem sono à noite?

É porque um hormônio, a melatonina, é secretada mais à noite que durante o dia. Isso leva a outra pergunta: Como o corpo humano sabe quando é hora de secretar mais melatonina?

Um grupo de pesquisadores sul-coreanos pode ter descoberto a resposta: uma proteína que serve como relógio para estabelecer a secreção da melatonina no corpo humano.

Um grupo de pesquisa liderado por Kim Kyong-tai e Kim Tae-don, da Universidade Pohang de Ciência e Tecnologia, relatou ter descoberto que uma proteína no cérebro, que reconhece a luz diurna, cria uma enzima e outra proteína para induzir a síntese de melatonina à noite.

Os cientistas sabem que a falta de melatonina leva à depressão e insônia, mas até agora eles não haviam entendido o que causava o aumento da melatonina à noite. As últimas descobertas podem ajudar os pesquisadores a desenvolver novas drogas para tratar a depressão e a insônia causada por desordens da melatonina.

A glândula pineal age como um relógio no corpo humano ao reconhecer uma mudança na quantidade de luz solar do dia para a noite, ou em diferentes estações do ano. Uma proteína secretada na glândula aumenta a secreção de outra proteína, a qual induz a síntese de melatonina.


Quando a quantidade de luz solar diminui, o relógio diz ao corpo que é noite e dispara o alarme para começar a secreção de melatonina.

Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de abril da revista de biologia molecular "Genes and Development”.

5. Cochilos ajudam a superar a fadiga

Quando o clima começa a ficar mais quente, lá pela primavera (para quem sofre com o frio do inverno, bem-dito), a sensação de cansaço aumenta e, mesmo aquelas pessoas que precisam de menos sono podem sentir-se desmotivadas. A resposta para essa sensação de fadiga pode ser um cochilo rápido. Os especialistas dizem que o cochilo pode nos ajudar a recuperar do cansaço e aumentar a eficiência no trabalho.

Os padrões humanos de sono se repetem de acordo com um certo biorritmo, e as pessoas em geral sentem uma maior urgência em dormir de manhã cedo, e no início da tarde, cerca de oito horas após terem acordado.

Assim, alguém que acorde às 6 a.m. sentirá mais sono às 2 p.m. Essa é a melhor hora para um cochilo. Cochilar depois das 4 p.m. deve ser evitado, já que pode resultar em insônia à noite.


Um cochilo de 15 a 30 minutos é o suficiente.
As pessoas devem despertar enquanto estão num sono leve, para não se sentirem muito sonolentas depois. Normalmente, 15 minutos são o ideal, mas para pessoas mais velhas, que têm dificuldade em pegar no sono, um cochilo de 30 minutos é aceitável.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reformulação dos Alimentos para Reduzir as ‘Gorduras Trans’

Pesquisa conclui que houve uma redução efetiva nos teores de gordura trans e gordura saturada nos alimentos, tanto nos supermercados como nos restaurantes, nos EUA.

O consumo dos ácidos graxos trans aumenta os níveis de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (colesterol ruim) e de triglicerídeos, diminui os níveis de colesterol de lipoproteínas de alta densidade (colesterol bom), induz uma resposta inflamatória e, mesmo em doses baixas de consumo (2 a 4% de calorias totais) aumenta significativamente o risco de acidentes cardíacos.


Esforços para reformular os alimentos e reduzir o conteúdo de gorduras trans podem ter um efeito substancial na saúde e são relevantes para as políticas de saúde pública.


Campanhas públicas e medidas de controle estão motivando os fabricantes de alimentos e os restaurantes a substituir a gordura trans na comida (presentes principalmente por causa do uso de óleos parcialmente hidrogenados) por gorduras alternativas.

Existe a preocupação de que ao reformular os alimentos, os fabricantes possam substituir a gordura trans por gordura saturada e que, no caso, o conteúdo combinado dessas gorduras na comida poderia permanecer o mesmo ou até aumentar, mitigando os benefícios à saúde.

Uma análise recente mostrou que produtos selecionados livres de gordura trans possuíam quantidades substanciais de gordura saturada, sugerindo que as reformulações para reduzir a gordura trans podem não estar atingindo o objetivo ao combinar gordura trans e gordura saturada. Nesse estudo, entretanto, os pesquisadores não avaliaram a reformulação dos produtos em si, mas simplesmente compararam diferentes produtos de diferentes fabricantes em um período de tempo.

Para os autores desse artigo - Dariush Mozaffarian, M.D. ,Harvard Medical School , Michael F. Jacobson, Ph.D. & Julie S. Greenstein, M.H.S. , Center for Science in the Public Interest ,Washington, DC - não foram realizadas investigações em larga escala para determinar quais empresas (nos EUA) estariam aumentando o conteúdo de gordura saturada nos alimentos, ao reformulá-los pra reduzir o conteúdo de gordura trans, ou se há uma variação entre a comida dos supermercados (que devem conter rótulos especificando o conteúdo de nutrientes) e a comida dos restaurantes (para as quais não se exige a apresentação de rótulos nos alimentos).


Os autores investigaram, tanto em supermercados como em restaurantes, mudanças nos teores de gordura trans e gordura saturada em marcas conhecidas de alimentos, que tenham sido reformuladas entre os anos de 1993 e 2006 (primeira avaliação) e de 2008 a 2009 (segunda avaliação).

A avaliação foi baseada em informações de revistas do consumidor, boletins de saúde, banco de dados de uma ONG e banco de dados de composição de alimentos da “Food and Drug Administration”.

Foram identificados 83 produtos reformulados (58 de supermercados e 25 de restaurantes). O conteúdo de gordura trans foi reduzido a menos de 0,5 g por porção em 95% dos produtos de supermercado analisados, e 80% dos produtos analisados em restaurantes; reduções absolutas médias foram de 1,8 g por porção (84 pontos percentuais) e 3,3 g por porção (92 pontos percentuais), respectivamente. Depois da reformulação, 65% dos produtos de supermercado e 90% dos produtos de restaurante tiveram níveis de gordura saturada mais baixos, inalterados ou apenas levemente maiores (<0,5 g por porção) que antes da reformulação.

O teor médio de gordura saturada nos alimentos de supermercado aumentou ligeiramente devido ao aumento em um terço dos produtos analisados; o teor médio de gordura saturada em comidas de restaurante realmente diminuiu. Reduções nos níveis de gordura trans quase sempre excederam qualquer aumento nos níveis de gordura saturada; depois da reformulação, o conteúdo médio de ambas as gorduras combinadas foi reduzido em 90% (52 de 58) nos produtos de supermercado e 96% (24 de 25) nos produtos de restaurante, com reduções totais médias de 1,2 g e 3,9 g por porção, respectivamente.


Não existe um banco de dados completo das mudanças específicas dos produtos, quanto à gordura trans e gordura saturada, ao longo do tempo; essa análise representa uma avaliação única das reformulações nos EUA. De acordo com a análise dos autores, as reformulações de grandes marcas geralmente reduziram o conteúdo de gordura trans substancialmente, sem fazer acréscimos equivalentes no teor de gordura saturada. Na verdade, na maioria dos alimentos dos restaurantes, os níveis de gordura saturada também foram reduzidos. Na maioria dos alimentos de supermercados e restaurantes houve uma redução no nível total combinado de gordura trans e saturada.

Considerando que qualquer reformulação que removeu óleos parcialmente hidrogenados, deveria produzir benefícios para a saúde (mesmo que esses óleos fossem substituídos por gordura animal ou óleos tropicais), reformulações que aumentaram os teores de gorduras insaturadas cis sobre gorduras saturadas, maximizariam os benefícios à saúde.


Os resultados da pesquisa indicam que há espaço para uma melhoria em algumas estratégias de reformulação, especialmente para alguns alimentos vendidos em supermercados. As descobertas não apoiam preocupações de que reduções voluntárias ou obrigatórias da gordura trans de óleos parcialmente hidrogenados levariam ao aumento dos teores de gordura saturada nos alimentos.

Link para o artigo original: http://bit.ly/9lh6wH

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dicas para recarregar as energias

Pesquisas recentes confirmaram o que pessoas que viajam pelo mundo, ou estudam na idade adulta já sabiam a tempo: novas experiências nos dão energia.

Quando fazemos algo novo, diferente, o cérebro nos brinda com uma descarga de dopamina.


Mas novidades trazem um benefício extra. A dopamina é um motivador químico que nos anima a fazer mais coisas. Ou seja, viajar ou aprender outra língua pode nos inspirar a começar um novo projeto em casa ou no trabalho.

Você vai ver que as dicas abaixo têm muito que a ver com um elemento presente na natureza, o oxigênio. Veja o por quê.

Ganhe energia movimentando-se

Quanto mais ativo você for, melhor será sua circulação. E uma boa circulação é essencial para ter energia por que o sangue transporta o oxigênio e os nutrientes – o combustível das células – para os músculos, o cérebro, etc.

Se você trabalha atrás de uma escrivaninha, levante-se durante o dia – uma vez por hora é o ideal - para dar um descanso para o corpo de atividades como digitar e olhar para a tela do computador. E levante-se quando estiver ao telefone, ou caminhe dentro do escritório. Quando você fica preso a um assento, como numa viajem longa de carro, faça movimentos giratórios com o pescoço, abrace os joelhos e gire os pés, para manter a circulação do sangue.


Sente-se reto. Uma boa postura abre a cavidade peitoral e aumenta o fluxo do oxigênio em até 30%, fazendo a energia mais disponível para sua mente e músculos.

Ganhe energia apenas respirando fundo

Respiração curta faz com que o corpo receba menos oxigênio que o necessário. Muitas pessoas se esquecem de respirar fundo quando estão tensas, razão pela qual podem se sentir cansadas no final de um dia cheio de estresse. O princípio geral de uma respiração correta é ser mais profunda, lenta, silenciosa e regular. Respirando assim você ajuda a forçar mais oxigênio para dentro das células, o que reduz o batimento cardíaco, diminui a pressão arterial, melhorando a circulação e, finalmente, proporciona mais energia.

Faça um exercício de respiração bem simples, duas vezes ao dia, ou sempre que se sentir esgotado: coloque a ponta da língua contra o céu da boca, atrás da arcada dentária superior. Expire completamente através da boca, deixando escapar o som do ar saindo. Então inspire profundamente pelo nariz, contando até quarto, segure a respiração, contando até sete, e expire pela boca lentamente, contando até oito. Repita quatro respirações.

Ganhe energia exercitando-se

Exercícios regulares aumentam a energia por condicionar o corpo a fazer o melhor uso do oxigênio e da glucose, suas fontes primárias de combustível.
Só é preciso 30 minutos de exercício, três vezes por semana, para ter os benefícios cardiovasculares que levam a um aumento da vitalidade.
Uma simples caminhada diária pode nos dar energia.
Na relação entre humor e atividade, quanto mais passos você der, mais animado vai se sentir.

Ganhe energia comendo

Comer três refeições pequenas, com lanches intercalados, mantém seu nível de açúcar no sangue equilibrado. Assim você não passa por aqueles altos e baixos que ocorrem quando fica muito tempo sem comer.
O ideal é que suas refeições e lanchinhos contenham carboidratos complexos (como cereais integrais) para fornecer combustível, e proteínas (nozes, queijo) para dar-lhe resistência. Coma uma maçã e um pedaço de queijo, ou palitos de cenoura.

Lanches de carboidratos refinados, como cookies e biscoitos fornecem uma energia instantânea, mas que é queimada muito rápido pelo corpo. Para saciar a fome de quem não resiste aos doces, dar preferência ao chocolate amargo, que contém a feniletilamina, substância química que aumenta a energia, melhorando o humor e a atenção. Além disso, contém teobromina, um estimulante suave.

Ganhe energia fazendo coisas que elevem seu espírito

Pessoas divertidas, música agitada e filmes de comédia podem aumentar seu nível de energia. De fato, qualquer coisa que faça você se sentir bem pode aumentar seus níveis de endorfina – a mesma substância que é liberada quando você se exercita.

Ouvir música revigora o corpo ao ativar várias áreas do cérebro ao mesmo tempo, construindo novas ligações nos neurônios. Também aumenta o fluxo de oxigênio para o coração.

Procurando preencher sua vida com experiências energizantes, tente evitar aquelas pessoas e atividades que te desanimam e te põe para baixo.

Ganhe energia hidratando-se

Seu corpo precisa de água para transportar o oxigênio para as células. Privando-se de líquidos você pode se sentir cansado ou ter dores de cabeça. Não há uma quantidade certa de líquido a ser consumida num dia, mas procure beber pelo menos quatro copos grandes de água, e outras bebidas pouco calóricas.

A cafeína não tem uma boa reputação, mas se usada com parcimônia, pode te dar energia. O problema é que muitas pessoas bebem muito café pela manhã, e sua energia é carregada muito cedo, e assim elas precisam de mais e mais para continuar animadas ao longo do dia.

Tente limitar o consumo a uma xícara de café pela manhã, e se precisar e não interferir em seu sono à noite, mais meia xícara depois do almoço.

Considere mudar para o chá verde, que contém cafeína, mas também teanina, uma substância calmante que contrapões o efeito estimulante da cafeína.

Ganhe energia sendo menos obsessivo

Quando sua mente está fora de controle, seu corpo secreta hormônios do estresse, como o cortisol, que ao longo do tempo pode causar estragos no corpo. Ele também pode tornar difícil adormecer por suprimir o hipotálamo, a parte do cérebro responsável pela diminuição da temperatura corporal, de modo que você possa dormir. Preocupar-se é como fazer um buraco em seu tanque de combustível. A não ser que você faça algo para interrompê-lo, sua energia será toda drenada.


Para acalmar sua mente tente fazer algum exercício que envolva corpo e mente, como meditação ou yoga. Para um truque rápido de relaxamento: pergunte a si mesmo, ‘Estou correndo perigo imediato?’ Pode soa irracional ou melodramático, mas é para ser mesmo. Você cai na real, lembrando-se a si mesmo que suas preocupações não são crises. Isso vai fazer o sistema adrenal de seu corpo relaxar, e vai ajudá-lo a se sentir em controle da situação.

Ganhe energia “botando o pé na rua”

Ao menos uma vez, durante o trabalho, saia do escritório. Só de passar um tempo ao ar livre, seus hormônios do estresse vão diminuir, e sua pressão arterial também. Além disso, a luz do sol faz aumentar a produção de serotonina, que melhora seu humor e aumenta sua energia.

Mais, um ar que contenha um alto balanço de íons negativos, faz aumentar o fluxo de oxigênio e os níveis de serotonina do corpo. Os íons negativos são produzidos quando há muito ar e água em movimento na atmosfera, como quando há uma tempestade.

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