segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Glúten nos Medicamentos



Glúten nos Medicamentos

Embora as pessoas celíacas estejam geralmente concentradas nos alimentos que vão ingerir, é importante lembrar que é possível ser exposto ao glúten ao usar medicamentos.

O glúten é usado em muitos medicamentos como excipiente, que é o complemento que dá cor, estabilidade e forma ao medicamento, tanto em cápsulas, como em comprimidos ou suspensões orais.
Há vários tipos de excipientes que as companhias farmacêuticas podem usar, por isso é importante sempre checar com o fabricante, para ter certeza de que o medicamento em particular que você estiver usando é realmente livre de glúten.

De acordo com a Codex Alimentarius Commission WHO/FAO, um alimento é considerado isento de glúten quando o nível de prolamina detectado em sua composição é inferior a 10 mg/100 g.
O problema

No Brasil, já há regras para a rotulagem de produtos alergênicos, como o glúten, nos ingredientes dos remédios.*

Mas fontes potenciais de glúten, no caso os excipientes nos medicamentos, não são bem reconhecidas pelos profissionais de saúde ou pacientes.

Em estudo realizado por pesquisadores da Gastroenterologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM)., no ano de 2000, observa-se com muita propriedade que “o paciente com DC pode vir a utilizar algum medicamento, devido a um problema agudo - como por exemplo, infecção e contusões - ou crônico - como por exemplo, hipertensão arterial. Por esta razão, o médico deveria saber se os medicamentos prescritos apresentam ou não glúten em sua composição, uma vez que no tratamento da DC o consumo de glúten deve ser totalmente evitado.”
Atualmente, está muito difundido o uso de medicamentos manipulados em farmácias, obviamente seguindo receituário médico. É importante que o consumidor converse com seu farmacêutico sobre os ingredientes usados na manipulação dos remédios, e alerte o profissional sobre possíveis riscos de contaminação pelo glúten, ou qualquer outra substância que seja nociva à sua saúde.
Quais são as fontes dos excipientes?

A fonte botânica do amido pode não estar especificada.

Formulações genéricas podem incluir diferentes excipientes daqueles usados nos medicamentos de marca registrada.
Féculas (amidos) encontradas em medicamentos: milho (mais comum), batata, tapioca, trigo, amido modificado (fonte não especificada), amido pré-gelatinizado (fonte não especificada), amido pré-gelatinizado modificado (fonte não especificada)

Derivados da fécula:
Dextratos (fonte não especificada)
Dextrina (fonte não especificada, mas normalmente milho ou batata)
Outros excipientes:
Dextrimaltose (quando é usado malte de cevada)
Colorante caramelo (quando é usado malte de cevada)
É importante não esquecer que o limite máximo diário permitido ao consumo pelos indivíduos com doença celíaca é igual a 10 mg de gliadina. Portanto, quantidades ínfimas de glúten, em princípio não devem ocasionar problemas à saúde do indivíduo celíaco.
* título: Resolução RDC nº 137, de 29 de maio de 2003
publicação: D.O.U. - Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 02 de junho de 2003 órgão emissor: ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
alcance do ato: federal - Brasil / área de atuação: Medicamentos
atos relacionados: Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998

ANEXO
Os medicamentos cuja formulação exija advertências específicas deverão fazer consta-las em suas bulas e embalagens, obrigatoriamente, com dimensões que permitam fácil leitura, em destaque e seguindo os modelos de frases listados nos itens abaixo:
14. Os produtos contendo o excipiente glúten em suas formulações, apresentar na bula e rotulagem das embalagens secundárias uma das seguintes advertências:
14.1. "Atenção portadores de Doença Celíaca ou Síndrome Celíaca: contém Glúten".
14.2. "Atenção: Este medicamento contém Glúten e, portanto, é contra-indicado para portadores de Doença Celíaca ou Síndrome Celíaca."
Referências:


Pesquisa de Gliadina em Medicamentos - informação relevante para a orientação de pacientes com doença celíaca: http://bit.ly/dbV7X6

Uma Doença Que Responde a uma Dieta Alimentar Livre de Glúten



Uma estória comovente, contada ao New York Times...

Uma Doença Que Responde a uma Dieta Alimentar Livre de Glúten
por Darice Bailer (Janeiro de 1998)
 
Há um ano, Macie Rosenthal, com 1 ano de idade, mirrava diante dos olhos de seus pais. Ela vomitou várias vezes numa semana e parou de crescer como uma criança saudável deveria. Seus cachos dourados caíram, e suas bochechas eram flácidas e pálidas. Seu estômago dilatou-se como o de uma criança desnutrida, e ela estava muito fraca para ficar de pé.

Os pais de Macie, Barry and Elyn Rosenthal, consultaram seis pediatras em Manhattan, onde eles moram. Um disse que Macie vomitava para chamar a atenção. Outro atribuiu seus sintomas a uma infecção no ouvido.
Mas na Europa, onde uma em cada 300 pessoas tem celíase - uma sensibilidade ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia - um pediatra teria dito aos pais de Macie que ela tinha celíase.

Em dezembro de 1996, Macie vomitou por dias seguidos, enquanto a família passava férias em Miami. Os Rosenthals consultaram um pediatra gastroenterologista no Hospital Infantil de Miami, que imediatamente suspeitou de celíase, o que foi confirmado por um exame de sangue e uma biópsia no intestino de Macie.

Foi uma sorte para Macie que seus pais a levaram para o especialista em Miami. É “comum o pensamento que a celíase não existe nos Estados Unidos” comentou o Dr. Alessio Fasano, diretor do departamento de gastroenterologia pediátrica e nutrição da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, Baltimore. Ele é um consultor do Grupo de Apoio à Doença Celíaca de Westchester, o qual os Rosenthal agora frequentam. A doença celíaca é também chamada de sprue celíaco.
O Dr. Peter H. R. Green, um gastroenterologista do Columbia-Presbyterian Medical Center, disse, '' 'Ah, isso é tão raro,' os médicos dizem às pessoas.'' O Dr. Green também é professor de medicina clínica da Columbia University College of Physicians and Surgeons, e um médico conselheiro para o grupo de apoio aos celíacos de Westchester.
O Dr. Green disse acreditar que a celíase é ''grosseiramente mal diagnosticada'' nos Estados Unidos. Um estudo de 1995, do Dr. Fasano e pesquisadores da Universidade de Maryland, sugeriu que um em cada 250 a 300 pessoas podem ter a doença em Baltimore.
O glúten é um ingrediente comum no pão, cereais, bolachas, massa, pretzels, pizza, balas, biscoitos, bolos e alimentos processados. Comer o glúten danifica as vilosidades, projeções filamentosas que cobrem o intestino do paciente celíaco. Quando a pessoa tem celíase, o sistema imunológico responde ao glúten no corpo impedindo a absorção de nutrientes vitais.

Macie parecia estar passando fome porque seu corpo estava, de fato, desnutrido.

A celíase nem sempre aparece na infância, como foi o caso de Macie.

A doença celíaca pode ocorrer em qualquer idade em qualquer população, e os sintomas variam. ''A reação comum dos gastroenterologistas é a de que, se você não tem diarréia, você não pode ter celíase,'' comenta o Dr. Fasano. ''Mas na população adulta, menos pacientes apresentam diarréia.''

Na a celíase na infância, o crescimento pode ser interrompido, e pode haver atraso no desenvolvimento ou alterações comportamentais e complicações neurológicas, como ataques.

Nos adultos, a doença pode ocasionar fadiga, dores nos ossos, anemia, problemas neurológicos, depressão ou infertilidade, o que pode ser relacionado a deficiências nutricionais. Se não tratada, a celíase pode levar à osteoporose, doenças crônicas e malignas. O tratamento inclui uma dieta livre de glúten, que pode restaurar a saúde, mas não livrar o paciente da doença.

Hoje, Macie está se desenvolvendo muito bem, seguindo sua dieta livre de glúten.
''A Celíase é uma doença muito gratificante de ser diagnosticada porque você pode ver um paciente que está muito doente, e duas semanas depois, ele está saudável,'' diz o Dr. Stuart H. Berezin, pediatra gastroenterologista do Centro Médico do Condado de Westchester.

Há seis anos, Sue Goldstein, de White Plains dizia ter um sentimento opressivo de que seu corpo estava morrendo e ela achou que estava relacionado à depressão. Mas ela foi diagnosticada como tendo celíase, que ela chama de ''a doença com final feliz.''

A Sra. Goldstein criou seu próprio grupo de apoio, quando descobriu que Westchester não tinha um. Há cinco anos, ela realizou a primeira reunião em sua sala de estar e nove pessoas compareceram. Mais de 200 membros fazem parte do grupo agora, e os encontros acontecem no Phelps Memorial Hospital, em Sleepy Hollow.

A Sra. Goldstein e Lou Zimmet, de Peekskill, membros conselheiros do grupo, passam horas ao telefone todos os dias, orientando homens e mulheres que descobriram que eles ou familiares tem a doença. ''Quando as pessoas acabaram de ser diagnosticadas, elas estão se sentindo muito doentes,'' diz a Sra.. Goldstein. ''Ajuda ter uma garantia de que elas vão se sentir melhor.''

O grupo de apoio organizou um Dia de Conferência da Celíase de Westchester, no último outono, que atraiu 380 pessoas. A conferência ofereceu exames de sangue gratuitos aos parentes dos presentes ao encontro. A filha da Sra. Goldstein, Laura, formanda na Universidade Tufts, em Medford, Mass., descobriu, através do exame de sangue, na conferência, que tinha a doença. Até o momento, a filha não possuía sintomas da doença, embora costumasse sentir cansaço e preguiça.

Seu exame de sangue teve de ser seguido por uma biópsia. Para garantir um diagnóstico acurado, ela foi orientada a continuar a comer glúten, para que o dano ao intestino pudesse ser constatado.
Na noite anterior à endoscopia, ela saiu para comer uma pizza. ''Lembre-se desse gosto,'' Laura disse a si mesma''Lembre-se desse gosto.''

Embora ela sinta falta de sair com os amigos para comer pizza, ela diz: ''Eu aprendi a enfrentar (a doença).” Ela não pode pedir comida num restaurante sem antes perguntar como é preparada. ''Pelo resto da minha vida, tenho de me preocupar quais são os ingredientes de tudo que colocarei em minha boca,'' diz Laura. ''É assustador.''

Ann Whelan, de Yonkers, que é membro do grupo de apoio de Westchester e editora de uma newsletter nacional, Gluten-Free Living, teve muitos anos de visitas à médicos antes que sua doença fosse diagnosticada, uma experiência comum entre adultos.

Laura disse que enfrentar a doença deu a ela uma nova admiração pelo que sua mãe passou. ''A maioria das pessoas que recebem o diagnóstico não sabem do que se trata,'' diz ela. ''Eu já convivia com a doença havia seis anos. Eu sei que minha mãe viveu com isto, e tem estado bem. E eu sei que vou ficar bem, da mesma forma."

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Doenças associadas ao consumo de glúten

Este artigo foi publicado no jornal inglês The Guardian, há seis anos, mas acho que vale a pena a leitura, por suas observações relevantes, e porque muitos dos problemas abordados existem ainda hoje. Para quem preferir ler o texto original, vá ao link no final do texto.

Contra o Grão

Se você tem uma doença crônica – ou apenas se sente desanimado – a resposta poderia estar no seu estoque de pão. Jerome Burne revela por que muitos de nós deveríamos evitar o trigo.

- reportagem de J. Burne, jornal The Guardian, 17/09/2002


Se você sofre de osteoporose, doença de Crohn, artrite reumatóide ou depressão, é improvável que você culpe seu cereal do café da manhã. Afinal, intolerância ao trigo, ou doença celíaca (DC), é uma reação alérgica a uma proteína chamada glúten, que se estimava atingir apenas uma em cada mil pessoas.

Mas agora, dois pesquisadores americanos, James Braly e Ron Hoggan, publicaram um livro, Dangerous Grains (Grãos Perigosos), reivindicando que, o que parecia ser uma condição relativamente rara, pode estar mais difundida do que foi anteriormente estimado.

Braly e Hoggan sugerem que a intolerância ao glúten não afeta apenas as pessoas com DC, mas de 2-3% da população. Eles acham que a sensibilidade ao glúten (SG) é a raiz de uma proporção de casos de câncer, desordens autoimunes, condições neurológicas e psiquiátricas e doenças do fígado. A implicação é que a dieta ocidental fortemente baseada no trigo – pão, cereais, pastelaria, massas – está na verdade fazendo milhões de pessoas doentes.

Seu médico, se questionado sobre a DC, diria a você que ela envolve dano à parede do intestino, que ocasiona problemas na absorção de certos nutrientes, como cálcio, ferro e vitamina D.

Como conseqüência, você está mais predisposto a desenvolver condições como osteoporose e anemia, bem como uma variedade de problemas gastrointestinais. As crianças que tem a DC são muitas vezes descritas como “desnutridas”. A comprovação de que você tem DC vem quando o dano ao intestino aparece numa biópsia. O tratamento, que tem um grande índice de sucesso, é remover o glúten – encontrado no centeio e na cevada, bem como no trigo – da sua dieta.

Mas se Braly e Hoggan estão certos, o problema está muito mais difundido que os profissionais da medicina acreditam. Eles sugerem que a doença celíaca deveria ser renomeada “sensibilidade ao glúten " e, num apêndice do livro, argumentam que nada menos de 192 doenças, variando de doença de Addison e asma, à anormalidades no esperma, vasculite, artrite reumatóide e hipertireoidismo, estão "abundantemente representadas entre aqueles que têm a DC".

Dangerous Grains contém mais de uma dúzia de casos de pessoas que se recuperaram de uma ampla variedade de condições crônicas – dores nas costas, fadiga crônica, a doença autoimune lupus – simplesmente seguindo a dieta livre de glúten. Os dois autores argumentam sobre os grandes benefícios pessoais de tal mudança. "Depois de eliminar os grãos com glúten," escreve Hoggan, "eu descobri quão desconfortável e cronicamente doente eu tinha estado a maior parte da minha vida."

Se você é do tipo que já visitou uma clínica de nutrição, isto não é uma grande surpresa. Uma das sugestões mais comuns é remover temporariamente o trigo da dieta, para ver se faz alguma diferença. Na verdade, a conversa sobre alergia ao trigo tem sido tão espalhada que, em novembro passado, o Flour Advisory Board (obs.: algo como: junta conselheira da farinha) sentiu-se impelido a emitir uma declaração alertando sobre os perigos dessa idéia. O professor Tom Sanders, chefe da Nutrição e Dietética do King's College, London, foi citado dizendo: "A menos que você sofra da doença celíaca, uma condição muito rara, cortar o trigo da sua dieta é extremamente desaconselhável."

Sanders certamente representa o ponto de vista da maioria da classe médica, mas há boa evidência – tal como o trabalho do Dr. Harold Hin, um gastroenterologista de Banbury, Oxfordshire – sugerindo que deve haver necessidade de uma revisão. No espaço de um ano, Hin realizou testes sanguíneos nos primeiros 1.000 pacientes que vieram ao seu consultório reclamando de sintomas que podiam indicar a DC, tais como anemia, ou “estar sempre cansado”. Trinta provaram ser positivos e um diagnóstico da DC foi confirmado por uma biópsia.

Isto indicou que a DC estava aparecendo numa taxa de 3 para 100- 30 vezes mais do que o esperado. Significativamente, apenas cinco não tinham sintomas gastrointestinais. "Falta de diagnóstico e erro no diagnóstico da doença celíaca," Hin concluiu num artigo para o British Medical Journal, em 1999, "são comuns na clínica geral e frequentemente resultam em prolongada e desnessária morbidez."

Mais recentemente, um amplo programa de pesquisa realizado pelo Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland, em Baltimore, confirmou as descobertas de Hin. Os cientistas de lá testaram 8.199 adultos e crianças. Metade dos amostrados tiveram vários dos sintomas associados com a DC, e destes, um em cada 40 das crianças testaram positivo para DC, e um em cada 30 dos adultos.

Mas não eram apenas aqueles que pareciam doentes que estavam tendo problemas com o trigo. Muito mais preocupante foi o que os pesquisadores de Maryland descobriram quando testaram a outra metade dos amostrados, que eram os voluntários saudáveis, selecionados aleatoriamente. Entre as crianças abaixo de 16 anos, um em cada 167 tinha DC, enquanto que a taxa entre os adultos era ainda mais alta – uma em in 111.

Se essas proporções são verdadeiras para a população americana em geral, significa que 1.8 milhões de adultos e 300.000 crianças têm DC não diagnosticada – pessoas que, mais cedo ou mais tarde, irão desenvolver sintomas vagos de mal estar, pelos quais lhes serão oferecidos vários remédios, que provavelmente não farão muita diferença. Finalmente, essas pessoas têm um risco mais alto de ter uma variedade de doenças crônicas.

Parece, portanto, haver boas evidências de que a DC é mal diagnosticada. Mas a proposta de Braly e Hoggan é mais radical que isto. Eles acreditam que a reação imune ao glúten que danifica o intestino na DC pode também causar problemas em quase todas as partes do corpo. A evidência para isto é um teste envolvendo uma proteína encontrada no glúten, chamada gliadina. Quando o corpo tem uma reação de imunidade, fabrica anticorpos. O teste para anticorpos anti-gliadina é conhecido como AGA, e as pessoas que testam positivo para o AGA muitas vezes não têm sinal de dano intestinal.

Na verdade, de acordo com o Dr. Alessio Fasano, que coordenou a pesquisa na Universidade de Maryland, "Globalmente, a DC 'fora do intestino' é 15 vezes mais frequente que a DC 'no intestino'." Braly estima que entre 10% e 15% das populações dos Estados Unidos e Canadá têm anticorpos anti-gliadina, colocando-os em risco de condições tão variadas como psoríase, esclerose múltipla, icterícia, síndrome do intestino irritável e eczema.

A idéia do glúten causar dano a outras partes do corpo que não o intestino é apoiada por outro clínico britânico, o Dr. Hadjivassiliou, um neurologista do Hospital Royal Hallamshire, em Sheffield. Ele realizou um teste AGA em pacientes que tinham "disfunção neurológica" sem causa óbvia e descobriu que mais da metade testou positivo. Mais que isso, apenas um terço do grupo positivo tinha qualquer evidência de dano intestinal da DC. Em outras palavras, enquanto os anticorpos do glúten podem danificar o intestino, podem também causar problemas em outros lugares. Nesse caso, foi o cerebelo, ou o sistema nervoso periférico.

Portanto, se uma reação ao glúten pode causar problemas no cérebro, pode também estar ligado a doenças autoimunes? Braly e Hoggan certamente acham que sim, e argumentam sobre o considerável sucesso clínico no tratamento de pacientes para condições como a doença de Addison, lupus, artrite reumatóide e colite ulcerativa, com uma dieta livre de glúten. De fato, quase todos os sistemas do corpo podem ser afetados (veja abaixo). Portanto, se você sofre de uma condição crônica que não parece responder ao tratamento, cortar o trigo por um tempo, parece valer uma tentativa.

Você é sensível ao glúten?

Se você sofre de qualquer um dos sintomas abaixo, talvez valha a pena investigar a possibilidade de você ser sensível ao glúten.

· Problemas respiratórios tais como sinosite, "alergias", "ouvido tampado".

· Sintomas relacionados à má absorção de nutrientes, como anemia e fadiga (falta de ferro ou ácido fólico), osteoporose, insônia (falta de cálcio).

· Reclamações digestivas: diarréia, constipação, estufamento e distensão, espasmos do cólon, doença de Crohn, diverticulite.

· Problemas autoimunes: artrite reumatóide, bursite, doença de Crohn.

· Doenças do sistema nervoso: doença neuro-motora, certas formas de epilepsia.

· Problemas mentais: depressão, dificuldades comportamentais, ADD.

fonte: http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2002/sep/17/healthandwellbeing.health

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Bolo Úngaro e Bolo Romeno

Sobremesas deliciosas, direto do leste europeu!
 
Bolo Úngaro
 
1ª Etapa: o Bolo
- 1 xíc. de manteiga sem sal
- 1 ¾ xíc. de chocolate em pó peneirado
- 1 xíc. de açúcar
- 3 ovos; 2 gemas
Derreta a manteiga com o chocolate, em banho-maria.
 
Retire do fogo e junte o açúcar, os ovos e as gemas.
 
Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, por uns 5 min., até engrossar ligeiramente.
 
Despeje numa forma de anel (18 cm de diâmetro), untada, e asse em forno pré-aquecido (180ºC) por 55 min., até ficar firme mas cremoso.
 
Retire do forno, deixe esfriar e desenforme.
2ª Etapa: o Creme
- 5 gemas
- ½ xíc. de açúcar
- 2 xíc. de leite
- 1 c.c. de baunilha
Bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura leve e esbranquiçada.

Aqueça o leite até o ponto de fervura.
 
Adicione 1/3 de xíc. do leite à mistura de gemas.
 
Misture bem. Junte à panela com o restante do leite e leve ao fogo, mexendo, até começar a ferver.
 
Retire do fogo e adicione a baunilha. Transfira o creme para uma tigela e deixe esfriar, coberto com filme plástico.
 
Sirva o bolo com o creme. (12 porções)

 
Bolo Romeno
 
Ingredientes
 
Massa:
- 150g de chocolate meio amargo picado
- ¾ xíc. manteiga sem sal
- 1/3 xíc. de açúcar
- 3 ovos
- 3 c.s. de farinha de arroz
- 1 c.c. de fermento em pó
 
Cobertura:
- 50g de chocolate meio amargo ralado grosso
- ¾ xíc. de geléia de framboesa
Modo de Fazer
 
Para a massa, derreta o chocolate com a manteiga e o açúcar, em banho-maria. Retire do fogo e deixe esfriar.
 
Junte as gemas, uma a uma, na mistura de chocolate, mexa bem.
 
Acrescente a farinha e o fermento aos poucos, mexendo sem parar.
 
Bata as claras em neve e, com uma espátula, misture delicadamente à massa. Despeje numa forma (24x36) untada e polvilhada.
 
Leve ao forno pré-aquecido (200ºC), asse por cerca de 15 min (faça o teste do palito).
 
Deixe esfriar um pouco e desenforme.
 
Quando o bolo esfriar, cubra com a geléia e polvilhe por cima o chocolate ralado. (30 pedaços)

A Rainha das Frutas


A banana é uma fruta de alto valor nutritivo, rica em açúcar, cálcio, ferro e fósforo, e também contém vitaminas A, B1, B2 e C.

A banana é originária do sul da Ásia e da Indonésia. A bananeira é considerada a árvore dos sábios, por isso seu nome científico é Musa sapientium.

Existem cerca de cem tipos de banana cultivados no mundo.

No Brasil os mais conhecidos são:
- Banana-nanica, também conhecida como banana d´água ou banana-anã: tem polpa bem macia e doce.
- Banana-prata ou banana-anã-grande: boa para fritar.
- Banana-da-terra, ou como chamamos no RS, banana-caturra: assada, frita ou cozida.
- Banana-maçã ou banana-branca: ótima para servir amassada para os bebês.
- Banana-de-são-tomé ou banana-do-paraíso: a casca pode ser roxa ou amarela.
- Banana-ouro ou inajá: é a menor banana, com no máximo 10 cm.

A banana assada é um ótimo antidiarréico.

Um peixe preparado na grelha fica macio e saboroso se embrulhado em folhas de bananeira.


Recheio de Banana para tortas
- Descasque e pique 3 bananas.
- Regue com suco de limão, para não escurecer, e reserve.
- Numa panela, misture 1 lata de leite condensado, 2 gemas e 1 c.s. de manteiga sem sal.  - Leve ao fogo baixo, mexendo até desprender do fundo da panela.
- Retire do fogo e passe para uma vasilha de louça ou de vidro.
- Junte a banana picada e misture bem.
- Depois de frio, use para rechear bolos, tortas ou rocamboles.

Cuidado com o Óleo de Soja; Dicas de Culinária



Pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos constatou a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos - compostos que podem causar mudanças no material genético das células, ou seja, substâncias com potencial cancerígeno – em 42 amostras de óleo de soja.

O problema estaria no processo de secagem da soja, quando essas substâncias tóxicas podem aparecer.
fonte: caderno Equilíbrio, jornal Folha de São Paulo.


Você sabia que...?
A clara de ovo dura até dez dias na geladeira, se for guardada dentro de um recipiente de plástico ou de vidro bem tampado. Congelada, dura até três meses.

O creme chantilly rende mais e não fica tão pesado quando se acrescenta uma clara de ovo ao creme de leite.


Se o queijo parmesão ficou muito duro, deixe-o embrulhado num pano molhado por 24 horas, assim ele ficará ótimo para ralar.
 

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Qualidades de Abóboras, Receita de Purê de Abóbora

Um dos alimentos com maior valor nutricional, a abóbora contem Alfacaroteno, Betacaroteno, Vitaminas C e E, Potássio, Magnésio, Ácido pantotênico.
Esse vegetal amarelo tem alto teor de fibras e baixas calorias.

Na verdade a abóbora é uma fruta, da família das cucurbitáceas (como o melão).
É um alimento barato e incrivelmente fácil de incorporar em receitas, tanto doces como salgadas.
A abóbora contém um dos suprimentos mais ricos de carotenóides biodisponíveis conhecidos.

Os carotenóides ajudam a nos proteger dos radicais livres, regulam a resposta imunológica, protegem a pele e os olhos contra os efeitos danosos dos raios ultravioletas. Além disso, estão associados a diminuição do risco de vários cânceres, como o de mama e o cervical.

Dicas para escolher as melhores abóboras na feira:
- A abóbora fresca deve ser bem dura. Se estiver macia, é muito jovem ou muito velha. Verifique a casca.
- A casca deve ser meio opaca. Se estiver brilhante pode ter sido encerada, ou é muito jovem.
- De preferência, escolha a fruta com cabinho.
- A cor profunda e rica geralmente significa que está madura.
- As abóboras vindas de lugares de clima mais frio costumam ser mais doces e saborosas.

Purê de Abóbora Cabotiá
- 400 g de abóbora com casca
- sal
- noz moscada
- 2 c.s. de creme de leite fresco (nata)

Lave bem a abóbora, corte em pedaços grandes e cozinhe em água e 1/2 c.s. de sal.
Quando estiver macia, coloque a polpa numa vasilha e tempere com 1 pitada de noz moscada, sal e pimenta à gosto.
Misture bem a nata, e sirva acompanhado de uma carne.

Abóbora

O cultivo da abóbora é comum em todo o Brasil. Também chamada de jerimum (Norte), ou moranga (Sul), a abóbora é uma planta anual, trepadeira de talo oco e folhas verdes.

A cambuquira, muito saborosa, é a flor da abóbora.


Esse legume tem alto valor nutritivo, contendo caroteno, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e fósforo. Tem poucas calorias e é de fácil digestão!


Escolha abóboras de casca firme e, batendo com os nós dos dedos na superfície, se o som for oco, estão maduras! Guarde o legume maduro na geladeira.
No preparo, calcule ½ kg de abóbora para 4 pessoas.


Como preparar
Cozida: Corte em pedaços e coloque numa panela com água fervente, e deixe cozinhar em fogo baixo, por cerca de 25 minutos, ou até ficar macia. Escorra e separe a polpa da casca com uma colher.
Refogada: descasque, corte em pedaços, lave, escorra. Refogue cebola e alho picados, junte a abóbora e cozinhe em fogo brando, sem água. Quando a abóbora ficar macia, tempere com salsinha picada e sirva.
Frita: corte o legume em fatias, cozinhe em água e sal até amaciar. Escorra, tire a casca. Frite com óleo bem quente, até dourar.


Sementes de Abóbora
Deixe secar bem as sementes, coloque numa forma untada, polvilhe com sal e leve ao forno, até dourarem. Sirva como aperitivo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Previna a Osteoporose


O Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia lança site sobre osteoporose:


 

Bobó de Camarão


Bobó de Camarão

Ingredientes

Para a massa
- ½ kg de aipim (ralado fino)
- 1/3 xíc. de azeite de oliva
- 1 cebola grande, picada
- ½ pimentão picado
- 2 tomates picados
- 1 galho de coentro
- 2 xíc. de leite de coco
- sal e pimenta

Para o refogado
- 600 g de camarão sem casca
- ½ xíc. de óleo
- 1 limão (suco)
- 1 dente de alho picado
- 3 tomates picados
- 2 cebolas picadas
- ½ pimentão picado
- 2 galhos de coentro
- 2 xíc. de leite de coco
- 1 c.s. de azeite-de-dendê
- sal
Modo de fazer

Numa panela, refoque no azeite: aipim, cebola, tomate, pimentão e coentro.

Junte o leite de coco, mexendo até engrossar e soltar do fundo da panela.

Tempere com sal e pimenta a gosto; deixe esfriar.
Em outra panela, refogue no óleo todos os ingredientes para o refogado, menos o azeite-de-dendê.

Cozinhe por cerca de 5 min.

Em seguida, misture o refogado à massa e por último junte o azeite-de-dendê.
Sirva com arroz branco.

Bolinhos de Tapioca

Bolinhos de Tapioca

Ingredientes
- 2 xíc. de tapioca
- 1 coco seco
- 3 xíc. de água morna
- 1 xíc. de açúcar
- ½ c.c. de sal
- açúcar e canela para polvilhar


Modo de fazer
Descasque o coco e corte em pedaços pequenos.
No liquidificador, bata o coco com a água morna.
Passe para uma tigela funda, junte o açúcar, o sal e a tapioca, misturando bem.
Deixe descansar por 5 min. Faça bolinhos no formato de croquetes e frite em óleo quente, até dourar.
Polvilhe com açúcar e canela. (20 unidades)

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