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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Como uma caminhada na natureza influi no seu cérebro

 


Após uma caminhada de 60 minutos na natureza, a atividade nas regiões cerebrais envolvidas no processamento do estresse diminui, conclui um novo estudo.

 

Todos sabemos que viver em uma cidade pode ser bastante estressante. Dado que cerca da metade da população mundial vive em cidades (e é um número que cresce a cada dia), as cidades se tornarão cada vez mais ruidosas e povoadas, o que provavelmente significará muito mais estresse para aqueles que vivem nas cidades. Pesquisas associaram ambientes urbanos a um risco aumentado de ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental. Como neutralizar uma vida tão rápida e intensa na cidade? Dar um passeio na natureza pode fazer toda a diferença.

 

Combate ao estresse urbano

 

Uma região central cerebral envolvida no processamento do estresse, a amígdala, mostra-se menos ativa durante o estresse nas pessoas que vivem nas áreas rurais, em comparação com aquelas que vivem nas cidades, sugerindo os benefícios potenciais da natureza. Visitar a natureza, mesmo que brevemente, está associado a múltiplos benefícios para a saúde mental e física, incluindo menor pressão arterial, ansiedade e depressão minimizadas, melhor humor e melhor qualidade do sono.

 

No entanto, até agora há dúvida sobre causa e efeito, isto é, se a natureza realmente causou os efeitos no cérebro, ou se os indivíduos em particular optaram por viver em regiões rurais ou urbanas. Pesquisadores do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano elaboraram um novo estudo com a ajuda de imagens de ressonância magnética funcional (fMRI), nas quais empregaram 63 voluntários adultos saudáveis. Eles foram solicitados a preencher questionários, realizar uma tarefa de memória de trabalho e submeter-se a exames de ressonância magnética enquanto respondiam a perguntas, algumas delas projetadas para induzir o estresse social. Ninguém sabia o propósito da investigação. Eles dividiram os participantes em dois grupos: um caminhava na natureza e o outro caminhava num ambiente urbano. Em ambos os grupos, a ativação cerebral foi medida antes e depois da caminhada, utilizando duas tarefas diferentes no scanner de ressonância magnética.

 

O poder de uma caminhada na natureza

 

Os pesquisadores descobriram que aqueles que caminhavam pela via urbana não viram alterações na atividade da amígdala, mas para o grupo de voluntários que caminharam durante uma hora na natureza, houve uma diminuição na atividade em uma área específica do cérebro para todas as tarefas de fMRI depois da caminhada: a amígdala; em particular, a amígdala direita (uma estrutura fundamental no processamento do medo e do estresse).

Essa descoberta de que a atividade da amígdala é reduzida depois de um passeio na natureza, leva os cientistas a concluir que uma caminhada na natureza pode nos ajudar a recuperar dos efeitos negativos do estresse. Também sugere que não é andar em si que produz melhorias, mas sim o tempo gasto na natureza.


Os resultados apoiam a relação positiva previamente assumida entre a natureza e a saúde cerebral, mas este é o primeiro estudo que prova o nexo causal. Curiosamente, a atividade cerebral depois da caminhada urbana, nessas regiões permaneceu estável e não apresentou aumentos, argumentando contra uma visão comum de que a exposição urbana causa estresse adicional.


O estudo confirma novamente a importância das políticas de design urbano para criar áreas verdes acessíveis nas cidades, para melhorar a saúde mental e o bem-estar geral das pessoas.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten, 14 Anos de blog

 


Há 14 anos criei o site Saúde Sem Glúten, tentando suprir uma lacuna que havia na época quanto aos conteúdos em português sobre celíase, alimentação sem glúten, e tudo mais que pudesse interessar ao público em geral. Durante todos esses anos nunca deixei de ler e pesquisar sobre a intolerância ao glúten, e de testar receitas e experimentar produtos sem glúten. Meu objetivo com o blog nunca foi comercial, mas apenas o de compartilhar receitas saudáveis, - e sempre apetitosas, é claro, com meus amigos celíacos. 😉

Sobre o livro de receitas... Neste meio tempo surgiu a ideia de reunir algumas receitas especiais, as ‘5 estrelas’, por assim dizer, e lancei o “Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten”. As vendas das duas primeiras edições físicas foram esgotadas, e com o aumento dos custos de postagem, resolvi ampliar o livro de receitas e lançar sua venda virtual. Assim o leitor sai ganhando, tanto por seu valor mais acessível, como pela maior oferta de receitas. A ideia é você descobrir suas receitas favoritas e, se desejar, imprimi-las para ter mais a mão na cozinha, - é o que eu mesma fiz, imprimi fichas com as receitas ‘top’, aquelas que a família vive pedindo para repetir! 🥰

Quer saber mais sobre o livro? Clique no link: Saúde Sem Glúten: NOVA EDIÇÃO! Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© (saudesemgluten.blogspot.com)


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Boas Festas!

             Estamos nos despedindo de mais um ano, que mais parece uma repetição exaustiva de 2020,não é mesmo? Mas o importante é comemorar, mesmo que com sentimentos agridoces, nossas conquistas, e especialmente o sucesso de chegar até aqui, sempre com a esperança (que é o que nos resta) de tempos melhores...

Nós, que nos preocupamos diariamente sobre uma alimentação saudável, equilibrada, temos plena consciência da importância de pensar na saúde em termos comunitários, e não como seres únicos, isolados do resto do planeta.

Qualquer pessoa que convive com algum tipo de alergia alimentar, ou alguma doença mais sensível, como o diabetes, está tranquila sobre sua responsabilidade social, seja na vacinação, seja no respeito aos protocolos de prevenção ao contágio viral.

Vamos celebrar a vida, e nunca deixar de almejar um futuro de amor, liberdade e solidariedade mundial!

 

Abraços,

até 2022,

Sam.




segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© (e-book)

 


Boa notícia!

O livro de receitas Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© está de volta em nova edição (revisada e aumentada), em versão ilustrada, exclusivamente e-book (pdf).

O livro Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© tem uma variedade de receitas desenvolvidas e adaptadas especialmente para quem tem sensibilidade ao glúten; são 90 receitas, entre pães, bolos, tortas, biscoitos e pratos salgados. Além disso, a publicação contém informações preciosas sobre os aspectos mais importantes da doença celíaca, além de dicas sobre as propriedades nutricionais dos alimentos. As receitas foram desenvolvidas com a intenção de agradar tanto ao paladar do celíaco, quanto de qualquer pessoa interessada em experimentar a gastronomia sem glúten.

Próximo de completar 14 anos, o blog Saúde Sem Glúten é um de meus maiores orgulhos pessoais, por ser uma das fontes de conhecimento pioneiras na língua portuguesa para os internautas interessados não apenas na culinária, mas também no tema da celíase, sensibilidade ao glúten e todas as novidades científicas sobre a DC.

Para mais informações sobre como adquirir a nova edição do

 - Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© -

o email para contato é: saudesemgluten@gmail.com


 Guia Para Uma Vida Saudável Sem Glúten© (todos os direitos reservados ao autor)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Como a Fome na Segunda Guerra Mundial Revelou o Mistério da Causa da DC




Foi em pleno inverno de 1944 que a fome tornou-se crítica nas cidades do oeste da Holanda, então ocupada pelos nazistas. O evento sem precedentes de falta de alimentos no país ficou conhecido como o “inverno da fome”.

Um pequeno grupo de pessoas, no entanto, não estava sofrendo tanto quanto o esperado. No Hospital Infantil Juliana, na cidade de Hague, o pediatra Willem Karel Dicke percebeu que as crianças celíacas sob seus cuidados estavam melhorando, apesar de passarem fome como as demais.

Os médicos já conheciam a celíase há muitos anos, mas não havia consenso sobre sua causa, e muito menos como tratar a doença. Foi o médico grego Aretaeus da Capadócia (100 A.D.) que descreveu pela primeira vez uma enfermidade estranha, com sintomas como fraqueza, desnutrição e diarreia, que ele denominou de koiliakos.

Hoje sabe-se que a doença celíaca é uma desordem gastrointestinal de origem autoimune. Os portadores da DC têm uma reação severa ao glúten, uma proteína encontrada em grãos como o trigo ou a cevada, entre outros. Pode ser um desafio diagnosticá-la, mas uma vez identificada, seu tratamento é relativamente simples: adotar uma dieta livre do glúten.

Mas antigamente a celíase era um mistério frustrante para os médicos. E, para piorar, o efeito nas crianças era ainda mais nocivo ao organismo. Na época, a celíase muitas vezes era uma sentença de morte. Ao inflamar o intestino delgado e causar desnutrição, a doença poderia prejudicar irremediavelmente o crescimento físico e o desenvolvimento mental. Crianças com DC avançada sofriam com sintomas terríveis: erupções cutâneas, membros atrofiados e  estômagos inchados, como os de vítimas da fome.

Quando o Dr. Dicke entrou no campo de pesquisa, outros já vinham trabalhando em uma cura. A primeira causa a ser descartada foi a da fonte bacteriológica, especialmente por afetar crianças de todas as classes sociais. Na verdade, a doença afetava particularmente as crianças mais ricas (embora as mais pobres sucumbissem mais rapidamente à doença).

Uma única coisa parecia funcionar: a dieta da banana. O médico norte americano Sydney Haas começou a promover a banana como a fonte da cura em 1924, acreditando que carboidratos complexos, como o amido, eram os culpados. Bananas maduras quase não contêm amido. Para sorte das crianças celíacas, a fruta também não contém glúten. A teoria de Haas foi amplamente divulgada, e recebeu tanto apoio das companhias distribuidoras de banana que colegas do médico o acusaram de fazer propaganda paga.

Enquanto isso, os pais procuravam desesperadamente pela fruta para seus bebês doentes. Embora o Dr. Hass provavelmente tenha salvo muitas vidas, sua crença na dieta da banana como a solução para uma cura permanente não podia estar mais errada. Adultos portadores da DC reintroduziam o trigo e outros grãos em suas dietas, quase sempre com efeitos deletérios.
Mas o Dr. Dicke há muito tempo suspeitava que o trigo era o principal vilão da estória. Em 1932 o pediatra compareceu a um encontro da Sociedade Holandesa de Pediatria, onde outro médico apresentou um ‘pó medicinal’ para combater a celíase. No entanto, este pó às vezes era administrado juntamente com pão e marmelada. O Dr. Dicke notou que os relapsos correspondiam ao consumo de pão. Em 1936, no mesmo ano em que ele tornou-se diretor do Hospital Infantil Juliana, aos 31 anos de idade, ele começou uma observação de longa duração de uma criança com celíase. No hospital, o menino começou uma dieta sem trigo. Mas, quando ele voltou para casa, os pais reintroduziram a dieta normal, contra a vontade do pediatra. Quando o Dr. Dicke mapeou os padrões de crescimento do garoto, eles correspondiam ao tempo em que passou em casa e hospitalizado. Mas a guerra estava se aproximando. Em 1940 a Alemanha invadiu a Holanda, e os próximos anos foram brutais. E o Dr. Dicke avisou aos colegas que a dieta da banana tornara-se inviável, dado o racionamento de comida, e a solução seria uma dieta sem trigo, apenas um biscoito ocasional, e o mingau doce ou azedo que não tinha farinha de trigo.

Em 1944, com o crescimento da resistência civil à ocupação nazista, a Alemanha bloqueou o suprimento de alimentos ao país. Neste período crítico, os holandeses da região oeste só tinham à mesa pequenas rações de pão, batata e açúcar de beterraba. Em seu hospital isolado pela guerra, o Dr. Dicke ordenou que os pequenos pacientes fossem alimentados com bulbos de tulipa. Esta era uma solução arriscada, já que os bulbos de tulipa tem pouco valor nutricional, além de conterem glicosídeo, que pode ser tóxico. Mas, para surpresa do pediatra, algo notável aconteceu. Para as crianças celíacas, o racionamento de comida foi menos severo que os efeitos tóxicos dos produtos derivados do trigo. Incrivelmente, enquanto as demais crianças sofriam com a falta de pão, os pacientes celíacos prosperavam. Quando era oferecido pão, as crianças celíacas voltavam a adoecer. A taxa de mortalidade infantil em crianças celíacas na Holanda, durante a escassez de alimentos, caiu de 35 por cento a quase zero.

Com o fim da guerra, o Dr. Dicke retomou suas pesquisas sobre a celíase, para provar e registrar suas observações preciosas feitas durante os últimos anos. Finalmente, em 1950, ele publicou suas descobertas sobre como as farinhas de trigo e centeio agravavam os sintomas da doença celíaca. Com a ajuda de outros colegas, mais tarde ele apontou o glúten como a causa final. E, quase imediatamente, os médicos reproduziram os resultados do Dr. Dicke, e a dieta sem glúten tornou-se tratamento padrão para a celíase na Europa e Austrália. Nos EUA, a adoção foi mais lenta, já que a dieta da banana ainda era norma, graças à influência do Dr. Hass, que rejeitou a descoberta do colega holandês. Por incrível que pareça, até hoje muitos casos de celíase permanecem sem diagnóstico na América.

A Sociedade Holandesa de Gastroenterologia criou um prêmio para agraciar a pesquisa neste campo, e a primeira medalha Dicke foi dada ao Dr. Dicke. E ele quase foi premiado com um Nobel, em 1962. Infelizmente, Dicke faleceu neste mesmo ano, aos 57 anos. O filho do médico, o Dr. Karel A. Dicke, hematologista e oncologista, lembra-se do pai como um homem modesto, profissional excepcionalmente dedicado, que viveu por seus pacientes, seu hospital e sua família.

Texto original de Anne Ewbank (https://www.atlasobscura.com/articles/history-of-celiac-disease), tradução e adaptação livre de saudesemgluten.blogspot.com.br

domingo, 18 de dezembro de 2016

Aos Queridos Amigos Leitores, Blogueiros...




Apesar da queixa generalizada de que 2016 foi um ano conturbado, a ser esquecido (!) mesmo, há muito a comemorar, especialmente para os celíacos, e adeptos de uma alimentação mais saudável em geral... O crescimento que mais notei foi na disponibilidade de alimentos sem glúten frescos, como pães, bolos, cucas, biscoitos... Cada vez mais as padarias (e mercados) estão investindo em produtos locais sem glúten (sem lactose, sem açúcar) – só os celíacos para saberem o quão importante é poder contar com esta “ajudinha” de nossos padeiros, confeiteiros e chefs. Vamos prestigiar, elogiar a agradecer a estes profissionais que estão apoiando uma parcela cada vez maior da sociedade com sua culinária especial. E que venham muitas gostosuras mais para 2017 – além dos tradicionais desejos de paz, união e amor entre os povos... Um Feliz Ano Novo a todos! - Sam.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Leia em Voz Alta Para Seus Filhos


 Comemorando o Dia Mundial do Livro, algumas dicas para incentivar a leitura nas crianças, desde a mais tenra idade...
A leitura compartilhada é um hábito que desaparece quando as crianças começam a ler sozinhas.

Ler em casa favorece o desenvolvimento da leitura na criança, tornando-a uma atividade normal e criando um ambiente que faz com que os pequenos procurem os livros de forma voluntária.

Uma campanha internacional muito interessante é a “Reading aloud, reading together” (lendo em voz alta, lendo juntos), um projeto pensado para estimular a leitura em voz alta e acompanhado. A oralidade tem um papel fundamental na literatura infantil, já que permite criar momentos de grande valor emocional entre pais e filhos. O problema nasce quando deixamos de compartilhar estas experiências com as crianças, uma vez que elas comecem a ler por conta própria.
E é exatamente neste aspecto que incide esta campanha de incentivo da leitura em família: segundo os especialistas, ler com as crianças estreita laços, estimula a empatia e forma parte da base de sua aprendizagem, ampliando sua visão do mundo e lhes dando ferramentas para lidar com ele, como o desenvolvimento da capacidade crítica.

Ampliar as capacidades linguísticas é, de fato, um dos principais benefícios da leitura em voz alta: ajuda as crianças a distinguir as letras, aumenta sua consciência fonológica e lhes ajuda a ampliar seu vocabulário. Para que essa tarefa seja mais fácil para os pais, uma sugestão é procurar especialistas na área como professores de português e literatura, bibliotecários, ou até mesmo consultar sites especializados em literatura infantil, para procurar dicas e sugestões de títulos de livros infantis. Uma boa dica é contar contos infantis para seus filhos.


Como contar contos infantis para seus filhos
Anote estes conselhos e introduza seu filho em um mundo de fantasia e aprendizado.

Um conto é um relato curto repleto de fantasia, e que deve ser contado de uma só vez. Ler para uma criança um conto a cada noite é muito produtivo para o desenvolvimento criativo da criança. Graças a esta dinâmica, a criança acabará gostando da hora de ir para a cama, irá relaxar e dormirá rapidamente.

Na hora de decidir que conto contar deve-se levar em conta alguns aspectos. Em primeiro lugar levar em conta a estação do ano ou o clima no qual nos encontramos. Também é muito importante que, se queremos contar um conto, primeiro temos de acreditar na estória que vamos contar, nos valores que transmite, pois do contrário não saberemos transmiti-los. Segundo psicólogos, um conto pode chegar a influenciar na personalidade de quem crê nele, ou de quem aprende algo com ele.

A melhor forma de contar contos é com amor, quer dizer, com interesse verdadeiro, com vontade de compartilhar o tempo, transmitindo esta estória, procurando  convertê-la numa influência positiva para quem escuta. Dê preferência aos contos com um aprendizado rico em valores humanos e com um final construtivo. Não devemos assumir a tarefa de contar o conto como uma obrigação. É importante considerar o estado de ânimo em que nos encontramos.

Outro fator a considerar é a escolha do espaço físico correto. Não realize a atividade no sofá, por exemplo, pois se a criança se acostumar, só vai querer que seus pais contem estórias ali. O lugar ideal é a sua cama, onde relaxará e acabará dormindo.
Por outro lado, antes de comprar o conto, temos que escolhê-lo de acordo com a idade da criança. Na capa do livro normalmente está indicada a idade recomendada.

Para contar bem um conto é muito importante que nos centremos em uma ideia única. Os contos devem ter uma estrutura lineal, com começo e fim. Deste modo, captaremos a atenção dos pequenos, que assim assimilarão mais rápido o esquema narrativo da estória contada e, por fim, a moral que esta leva implícita.

O tom de voz desempenha um papel importantíssimo na hora de contar contos. O conto deve manter sempre a tensão (não pode haver uma diminuição no tom). Devemos tentar ser doces e agradar a criança. Se contarmos o conto com um tom de voz alto ou estridente, é provável que o seu filho acabe perdendo o interesse.

Em alguns casos vale usar a gesticulação corporal para relatar a estória. Com este tipo de contos, o que pretendemos é que a criança saiba fazer um reconhecimento segmentado de seu corpo através de uma dinâmica que potencialize o aprendizado pela descoberta. Isso tudo sem tornar óbvio em nenhum instante o aspecto lúdico da atividade.

Existem muitos tipos de contos a escolher: o conto tradicional, o cooperativo, o conto canção, o conto jogo, o conto mágico, aquele que é rico em valores, entre outros.
Por que é importante incentivar a leitura nas crianças?

O ócio criativo estimula sua imaginação, enriquece o vocabulário e amplia a capacidade de concentração.
Pegar um livro e sentar-se para ler. Um gesto simples e divertido, que, misteriosamente, cada vez mais perde espaço entre os jovens em casa, frente ao turbilhão virtual de videogames, Internet ou filmes em dvd. A leitura, seja de um clássico dos irmãos Grimm, ou do mágico mundo de Harry Potter, é uma porta para a fantasia, com infinitas vantagens para as crianças. Entretanto, se o hábito de ler não é estimulado desde bebê, as crianças costumam ter seu primeiro contato com a leitura na escola, e é a partir desse momento que os livros passam de uma diversão a uma mera atividade escolar.

Por este motivo, é tarefa fundamental para os pais potencializar a leitura nas crianças. O objetivo: que eles encontrem nos livros uma alternativa de ócio a ser buscada por iniciativa própria. As vantagens são infinitas: enriquecer o vocabulário com palavras mais complexas das que costumamos utilizar com eles em uma conversação habitual, até ajudá-los a ir conhecendo intuitivamente as regras na construção de frases e corrigir os erros de ortografia. Ao despertar sua imaginação, ou potencializar o nível de concentração, a leitura fornece inumeráveis benefícios ao crescimento e desenvolvimento pessoal, difíceis de encontrar nos videogames educativos.

O hábito da leitura é tão natural como aprender a escovar os dentes antes de ir para a cama. Basta reservar uns minutos de cada dia aos livros, para que a criança se acostume por si mesma a introduzir pequenas sessões de leitura diárias em sua rotina que, pouco a pouco, irão tornando-se mais e mais longas, à medida que se deixe levar pelos universos escondidos nos livros. Assim, o reforço da leitura deve começar desde o berço, começando pelos livros clássicos ilustrados feitos de tecido, que estimulam suas experiências sensoriais através de formas, cores e texturas, e seguindo com as coleções de livros específicos destinados as distintas faixas de idade.


Sempre é bom começar pelos clássicos – quando criança, por exemplo, eu adorava Monteiro Lobato, Irmãos Grimm, as Fábulas de Esopo, Julio Verne, entre tantos outros – e seguir com a literatura infantil atual, rica em todos os gêneros e formatos. Boa leitura!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dicas para Deixar o Lar “Brilhando”


Soluções simples e práticas para ajudar no dia-a-dia do cuidado da casa.

1. Óleo de eucalipto remove resíduos de cola de adesivos.

2. Lustre superfícies de mármore com polidor de automóvel - deixa uma camada fina e invisível que ajuda a reduzir o risco de manchas.

3. Para remover marcas deixadas pelos móveis em tapetes de algodão puro, coloque um pano de prato sobre a área e pressione com o ferro de passar quente. O calor levantará as fibras. Não use esse método com carpetes ou tapetes que possuam alguma porcentagem de fibra sintética.

4. (Essa é velha, mas válida) Acenda um fósforo e deixe queimar por alguns segundos para remover odores no banheiro.

5. Para evitar que o espelho do banheiro fique embaçado esfregue regularmente uma barra de sabão seco sobre a superfície e depois esfregue com um pano limpo.

6. Para evitar que roupas com alças finas escorreguem dos cabides, prenda neles pequenos adesivos de feltro (desses para móveis) bem abaixo de onde se apoiam as alças.

7. Para remover óleo de tecidos de seda, esfregue delicadamente amido de milho sobre a área e escove levemente para retirar. Cubra a marca de óleo completamente com mais maisena e deixe descansar por algumas horas. Sacuda a roupa para retirar a farinha e então lave a mão, ou use o ciclo delicado da máquina de lavar roupas, usando sabão próprio para roupas delicadas.

8. Para evitar que aranhas ou outras surpresas desagradáveis entrem nos sapatos que você deixa fora de casa (como botas de borracha) cubra-os com meias velhas. Certifique-se de que as meias não tenham furos, e se ficarem meio soltas na barra, use tiras elásticas para segurá-las.

9. Para fazer as velas durarem mais, envolva-as em saco plástico e leve ao congelador por 24 horas antes de acendê-las.

10. Para evitar que botões fiquem soltos ou desfeitos, pincele um pouco de esmalte transparente sobre a linha, ou por dentro, no nó da linha e deixe secar.

11. Para remover manchas de pólen de flores, pegue um pedaço de fita adesiva de cerca de cinco centímetros de comprimento, pressione suavemente o lado adesivo na marca de pólen e descole. Repita com fita adesiva limpa, conforme necessário. Não tente escová-lo.

12. Para reaproveitar pedaços de sabonete que sempre sobram, misture-os com glicerina e um pouco de água quente. Derrame dentro de um recipiente para sabonete líquido.



13. Para catar pequenos fragmentos de vidro quebrado, pressione pedaços de pão sobre a área atingida (ou use fita adesiva larga).

14. Se você tem um aquário, guarde a água que retira a cada troca, e use para regar suas plantas. Ela está repleta de nutrientes e serve como um ótimo fertilizante.

15. (Essa é ver para crer!) Para impedir que as formigas entrem na sua casa, desenhe uma linha com giz no chão, onde quer que elas parem. Se morar em regiões chuvosas, onde as formigas são um problema, terá que remarcar a área com giz a cada vez que chover.

16. (Testei e funciona bem!) Para afastar traças, coloque cravos-da-índia em armários e gavetas.

17. Para tirar manchas de sangue de tecidos, use peróxido de hidrogênio. Aplique diretamente sobre a mancha e coloque na máquina de lavar roupas.

18. Para remover manchas de óleo corporal de colarinhos e punhos de camisas de tecido colorido, esfregue xampu diretamente sobre o local. Enxague o xampu, e então lave as roupas normalmente.

19. Para deixar o aposento perfumado após passar o aspirador de pó, coloque algumas gotas de seu óleo essencial favorito (como lavanda ou menta) perto da saída onde o ar quente é liberado. O ar aquece o óleo e o espalha pela sala.

20. Óleo de cravo-da-índia mata esporos de bolor. Misture três gotas em um litro de água e, em seguida, utilize para limpar áreas sensíveis ao mofo.

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