sexta-feira, 18 de abril de 2008

Salada de Beterraba

O molho exótico realça o sabor da beterraba, deixando-a muito mais saborosa. Imperdível!

Sempre comi beterraba por ser um legume saudável, mas nunca achei o gosto especial, mas com esse tempero, fica delicioso!

Ingredientes
- 4 beterrabas pequenas
- 2 c.s. de salsa picada
- 4 nozes picadas
- 1 c.s. de suco de limão
- 2 c.s.de azeite de oliva extra-virgem
- 1 c.c. de açúcar
- ½ c.c. de canela em pó
- sal e pimenta à gosto

Como Fazer
Cozinhe as beterrabas al dente, e corte em cubos.
Numa tigela, misture o suco de limão, o azeite, o açúcar, a canela, o sal e a pimenta. Tempere a beterraba com esse molho, junte a salsa picada e as nozes, misture com cuidado.
Sirva a salada em temperatura ambiente, ou levemente refrigerada.

PAVLOVA

- Essa receita é fácil de preparar e deve fazer sucesso entre as crianças!

PAVLOVA
Ingredientes
- 4 claras de ovo
- 16 c.s. de açúcar
- 2 c.s. de maisena
- essência de baunilha.
Material: batedeira, papel manteiga.

Como Fazer
Bata as claras em neve, adicione o açúcar batendo levemente.

Pare a batedeira, junte a maisena e a essência de baunilha e, com uma espátula, misture à mão delicadamente.
Despeje a massa sobre um círculo de papel manteiga (24 cm Ø).
Leve ao forno até dourar. Cubra com um creme de ovos, ou outro de sua preferência.

O cuidado com os alimentos industrializados

Todas as pessoas que possuem intolerância ao glúten, ou mesmo aquelas que têm alguma restrição em suas dietas, sabem da necessidade de ler atentamente os rótulos dos alimentos industrializados antes de comprá-los.

O que se tem notado no Brasil é a falta de respeito dos fabricantes para com os consumidores, no que diz respeito a alterações repentinas nas fórmulas dos produtos, sem nenhum tipo de aviso prévio. Sendo assim, quem é obrigado a seguir uma dieta especial deve ler sempre os rótulos, independente da fidelidade que possa ter a determinado produto, ou marca. É difícil citar exemplos sem fazer propaganda, mas os consumidores devem se ajudar já que não dá para esperar “solidariedade”, especialmente das multinacionais de alimentos. Um produto que era consumido aqui em casa eram os caldos Knorr. Pois é, agora eles contêm glúten (será que já não tinham antes?). Agora está chegando o inverno e o consumo das deliciosas sopas aumenta, então todo cuidado é pouco na hora das compras.

Duas marcas que não contém glúten são os Caldos Virmont, e os Caldos Kitano (da Yoki). Um tipo de caldo muito saudável e gostoso que muitos não conhecem é o Hondashi, um caldo de peixe (da Ajinomoto) muito usado na culinária japonesa, e que vale a pena experimentar. O hondashi é um dos ingredientes do Misso-shiro, a tradicional sopa japonesa de pasta de soja fermentada.



Misso-shiro

Ingredientes

- 1 litro de água
- 4 c.s. de missô
- ½ envelope de hondashi
- 1 c.s. de shoyu
- alga Kombu (ou cebolinha verde)
- tofu (queijo de soja)

Como Fazer
 
Numa panela ferva a água e dissolva o caldo de peixe (hondashi), mais o shoyu.
Numa vasilha pequena coloque o missô e uma colher de água quente; mexa um pouco com uma colher de pau para ficar mais “cremoso”. Adicione o missô ao caldo (cuidado para não deixar ferver a sopa, senão o missô “talha"), misturando até dissolver bem.
Adicione a alga ou cebolinha picada e tofu cortado em cubinhos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A Doença Celíaca

*artigo publicado no site "Médicos de Portugal"

Alimentos e Intolerâncias Alimentares


Todos sabemos que os alimentos são indispensáveis à vida pois fornecem as substâncias necessárias para o normal crescimento e desenvolvimento e até para a manutenção da nossa actividade diária. No entanto, eles só podem ser utilizados pelo organismo após terem sido digeridos e absorvidos pelo tubo digestivo: a digestão e absorção são portanto funções fundamentais para a manutenção e bem estar do individuo.

Há contudo algumas pessoas que não suportam determinados alimentos pois quando estes são ingeridos e entram em contacto com a mucosa do intestino, vão desencadear reacções mais ou menos violentas que provocam lesões e perturbam o seu normal funcionamento, nomeadamente no que diz respeito à digestão e absorção. Diz-se então que existe uma INTOLERÂNCIA ALIMENTAR, a qual pode ser contra o peixe, o marisco, o leite, etc. e manifestar-se por períodos mais ou menos longos da vida destes indivíduos.

- leia o artigo completo em:
http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1679/

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Avanços na Doença Celíaca

MUNDO

Num importante artigo científico intitulado “Avanços na Doença Celíaca”, os autores Gerry Robins e Peter D. Howdle, do Hospital Universitário de St. James, em Leeds, Reino Unido, comentam sobre a existência de uma população numerosa com a Doença Celíaca adormecida, ou seja, celíacos não sintomáticos.

O diagnóstico desses portadores é importante na prevenção e acompanhamento de possíveis sintomas futuros.
 
Nos casos de um paciente diagnosticado com a celíase, é sempre importante lembrar da necessidade do exame dos familiares diretos, que possuem de 10 a 15% de também manifestarem a doença.

Leia o artigo completo em http://www.medscape.com/content/2004/00/47/05/470569/

O que é o Trigo Sarraceno?

O trigo sarraceno é mais uma alternativa ao cardápio de quem tem intolerância ao glúten.

Esse cereal, que na verdade não é um tipo de trigo, mas mais próximo da família do arroz, é nativo da Ásia Central, e chegou à Europa durante a Idade Média. De cor negra, é considerado um cereal pobre, cultivado em lugares frios e de solo pouco apropriado para o trigo ou o arroz, como nas regiões montanhosas da Ásia. É consumido na forma de grãos, ou de farinha.

No Japão é muito consumido o macarrão feito desse trigo, chamado popularmente de soba. Este macarrão também contém farinha de trigo, sendo assim, contém glúten!

O preparo do trigo sarraceno é simples como do arroz, deve ser lavado e cozido utilizando para cada porção do grão, duas de água. O trigo sarraceno é encontrado em lojas de produtos naturais, ou orientais.
 
O trigo sarraceno, ou mouro é rico em nutrientes e fibras, além da rutina, um flavonóide que promove a saúde dos vasos sanguíneos, prevenindo doenças cardíacas, diabetes, etc. O grão trigo sarraceno, em princípio não contém glúten, desde que não haja contaminações no processo de produção e embalagem do produto.

Tabela Nutricional
ALIMENTO (100g)
Calorias
Proteínas (g)
Gorduras (g)
Carboidratos (g)
Fibras (g)
Trigo Sarraceno (grão)
343
13,2
3,4
71,5
10
Trigo Sarraceno (farinha)
335
12,6
3,1
70,5
10
Fonte: USDA food.

No excelente site http://www.japaobrasil.com.br/ há um artigo sobre a história do Soba no Japão:
 
“O 'soba' (trigo-sarraceno ou mouro) chegou ao Japão juntamente com o Budismo. Com o intuito de ampliar esta religião, muitos templos foram construídos em várias regiões do país. Como conseqüência, a alimentação dos religiosos também se tornou popular, propiciando o surgimento de diversos pratos à base de soba. Os antigos japoneses usavam o soba debulhado para fazer uma espécie de ojiya (sopa grossa), comendo-o ora misturado a outros cereais, ora sovando-o com água quente (sobagaki), ou como moti (sobamochi), obtido depois de sovar a massa até que esta ficasse com a consistência de moti. Todos estes pratos acabaram caindo no esquecimento e hoje, basicamente, come-se o soba em forma de macarrão, conhecido como sobakiri (literalmente soba cortado), ou simplesmente soba, que surgiu somente na Era Edo (1600 –1867). O soba possui um teor nutritivo superior ao do arroz e ao do próprio trigo, pois não sofre o processo de purificação. Rico em proteína, aminoácidos, vitamina B1 e B2, ele contém também um nutriente conhecido como rutina, que promove o fortalecimento das veias capilares, evitando a ocorrência de hemorragias internas, além de combater a pressão alta e diminuir a taxa de açúcar no sangue, ativando as funções do pâncreas.Os maiores produtores de trigo soba no Japão são as províncias de Hokkaido, Nagano e Fukushima. Porém, o Japão importa grande parte do soba consumido internamente, principalmente da China, Estados Unidos e Canadá.”

Nos tempos atuais, as massas a base de soba contém uma mistura de farinha de trigo e trigo sarraceno, para dar 'liga', e, sendo assim, contém glúten. O recomendado, portanto, para quem deve evitar o glúten, é consumir o trigo sarraceno em natura (grão ou farinha).
 
Receitas
O trigo sarraceno pode ser utilizado, misturado a outras farinhas, para fazer pães, bolos e crepes; para engrossar molhos e ensopados. Para fazer mingau, os grãos devem ser bem cozidos. Seus grãos podem ser servidos na forma de salada.

Tabule
 
Ingredientes

- ½ xíc. Trigo sarraceno
- 1 tomate
- 1 cebola roxa
- 1 pepino japonês
- 1 pimentão verde pequeno
- salsa, cebolinha
- folhas de hortelã
- vinagre de arroz
- azeite de oliva
- sal e pimenta à gosto

Como Fazer

Deixe o trigo sarraceno de molho pr ½ dia.
Escorrar a água, misture todos os ingredientes previamente picados.

Tempere à gosto.
 
Ainda não testamos essas receitas de pão. Se você já tiver utilizado o trigo sarraceno no cozimento de pão sem glúten, nos mande sua opinião!

Pãezinhos de trigo sarraceno
 
Ingredientes

- 2 xíc. de trigo sarraceno
- 4 ovos
- 1 c.c. de sal
- 1 c.s. de fermento em pó
- farinha
de soja e margarina para untar

- orégano (opcional)

Como Fazer

Moa o trigo sarraceno no liquidificador ou no processador como farinha. Na tigela da batedeira misture o trigo com os ovos batidos, junte o sal e o fermento, deixando uma mistura homogênea. Unte e enfarinhe com farinha de soja as forminhas de empadas, distribua a massa, polvilhe orégano e leve ao forno para assar por 30 minutos ou até estar assado.
fonte: http://www.casagourmet.com.br/cgm/recipes.asp?recipeId=5612

Pão de Minuto de trigo sarraceno
 
Ingredientes

- 1 xíc. (chá) de trigo sarraceno: triturar o trigo no liquidificador aos poucos até virar farinha
- extrato de soja (leite) suficiente para dar liga (aproximadamente 1/3 de xíc. (chá)
- ½ c.c. de sal moído iodado marinho
- 1 c.s. de fermento em pó
- 2 c.s. de manteiga ou óleo

Como Fazer

Peneire todos os ingredientes secos numa tigela, adicioner manteiga e leite, amassando-os muito bem, até obter uma massa lisa. Faça pãezinhos não muito altos para que não fiquem crus internamente e coloque em assadeira enfarinhada com farinha de trigo sarraceno. Pincele com gema misturada com um pouco de açúcar e asse em forno quente por aproximadamente 20 minutos. Sugestão: Substitua o sal por 1 c.s. de açúcar demerara e recheie com goiabada, marmelada ou banana.
Fonte: http://livrodereceitas.com/vegetarianas/vege1433.htm

Lidando com a Doença Celíaca

Uma dieta sem glúten é a solução!

A Celíase ocorre porque o sistema imunológico é desencadeado durante o processo digestivo do glúten, uma proteína presente em diversos alimentos. Por isso é uma doença “auto imune”.

Pessoas com doença celíaca podem apresentar sintomas de leves a muito severos, incluindo dores abdominais, gases, diarréia, vômitos. Com o tempo, os pacientes celíacos podem perder peso, apesar de ter um bom apetite. Crianças com a desordem podem apresentar um crescimento atrasado, ou seja, não amadurecem no ritmo esperado. A doença também pode causar fadiga e fraqueza.

Infelizmente, pelo fato de os sintomas da celíase variarem tanto em intensidade como em qualidade, muitos pacientes não são diagnosticados. A boa notícia é que as mudanças na dieta, por si sós, são marcadamente efetivas na melhoria da saúde.

As proteínas do glúten são encontradas em muitos alimentos, incluindo alguns que são recomendados como parte de uma dieta saudável. Essas proteínas desencadeiam a reação que danifica o tecido do trato intestinal. Para dar ao intestino uma “pausa”, pacientes com doença celíaca precisam seguir uma dieta sem glúten. Isso significa evitar todos os alimentos que contenham trigo, cevada e aveia. A cerveja (incluindo a cerveja sem-álcool) também contém glúten, assim deve ser evitada.

Quando começar uma dieta sem glúten, lembre-se que mesmo pequeníssimas quantidades de glúten podem precipitar problemas. Recomendamos que os pacientes visitem profissionais nutricionistas, porque muitos alimentos contendo glúten não são facilmente reconhecíveis. Se isso não for possível, outro bom recurso é o website da Associação do Sprue Celíaco (“Celiac Sprue Association”), http://csaceliacs.org/, que possui uma boa quantidade de informação sobre dietas.

Uma dieta sem glúten geralmente começa a mostrar resultados dentro das primeiras semanas. De acordo com um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”, há alguns anos, cerca de 70% das pessoas com doença celíaca sentem-se melhores depois de duas semanas de dieta. Com o tempo, as mudanças na dieta que levam à melhora geralmente tornam-se uma segunda natureza para eles.

Como a celíase é uma alteração do sistema imunológico, você nunca fica “curado” do problema, você o gerencia. Deixar de seguir a dieta livre do glúten leva levará ao retorno dos sintomas.

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