terça-feira, 17 de agosto de 2010

Por que o DADH tem aumentados entre os adultos?

I- O DADH em adultos
II- Treinando o Cérebro para Combater Desordens

A desordem de déficit de atenção e distúrbio de hiperatividade (DADH) não se limita mais às crianças e adolescentes.

Mais e mais adultos têm sido diagnosticados com a desordem, cujos sintomas podem incluir depressão, ansiedade, distração e impulsividade.

De acordo com um registro da “Medco Health Solution”, uma companhia norte-americana de gestão dos benefícios dos farmacêuticos, cerca de 1,5 milhões de adultos com idades entre 20 e 64 anos usaram remédios para combater o DADH até 2005, comparado a cerca de 758 mil, no ano de 2000. Não existem estatísticas oficiais sobre os casos de DADH na Coréia do Sul, mas especialistas estimam que de 5 a 10% dos adultos desse país sofrem da desordem, muitos sem receber tratamento.

O neuropsiquiatra Hong Sung-do, do Centro Médico Samsung diz que o número de adultos que sofrem de DADH não cresceu; o que acontece é que mais pessoas agora reconhecem a desordem. “Eles achavam que ser distraído e impulsivo era apenas parte de seu caráter, mas agora eles pensam se podem ter DADH e estão procurando ajuda,” diz o médico.

Tomografias com emissões de positron mostram que o metabolismo de glucose cerebral é mais baixo em pacientes com DADH do que nas pessoas saudáveis. Quer dizer, eles não usam tanto algumas partes de seu cérebro, particularmente o córtex dorsal anterior, que controla a atenção, o planejamento, a ação e o pensamento lógico.

O Dr. Ryu Han-wook, que dirige uma clínica para crianças e adolescentes, disse que as pessoas com DADH não são menos inteligentes que outras pessoas, mas elas não conseguem usar seus cérebros plenamente. “Portanto, mesmo que uma pessoa tenha um QI extraordinário, mas sofra de DADH, é difícil para ela demonstrar sua inteligência,” diz o médico.

Dois fatores contribuem para o DADH adulto. O primeiro é genético. Um estudo de famílias com DADH mostrou que crianças cujos pais têm DADH têm 57% de chance de também serem diagnosticadas com o distúrbio. O número sobe para 80% entre gêmeos idênticos, enquanto é de 30% entre gêmeos fraternos e irmãos. O estudo também descobriu que uma variação de um gene, a dopamina, está relacionada com sintomas como distração, baixo desempenho de habilidade e curiosidade excessiva.

O segundo fator é o ambiental. Um estudo revelou que fumar e beber durante a gravidez pode aumentar a possibilidade de a criança desenvolver DADH. O estresse durante a gravidez e nascimento com baixo peso também tem sido ligados à desordem.

O tratamento toma várias formas – medicação, terapia, e treino de ajustamento da vida. A medicação ajuda a ativar neurotransmissores tais como a dopamina e a norepinefrina, que são efetivas no controle da impulsividade e hiperatividade, e no aumento da atenção. Mas os remédios podem causar perda de apetite, dor de cabeça, indigestão e irritação, ao menos no começo.


Terapia é uma boa ideia, já que a maioria dos pacientes adultos com DADH tem baixa autoestima. É importante ajudá-los a superar sua solidão e insegurança sobre sua incapacidade de estabelecer relações sociais. Eles também precisam aprender a maneira correta de se adaptar à vida em casa e no trabalho.

II- Treinando o Cérebro para Combater Desordens

Treinamento de “neurofeedback”, que visa ajudar as pessoas a controlar suas ondas cerebrais, está se difundindo como um modo de corrigir uma ampla gama de doenças. Desenvolvida pela NASA, em 1967, para reduzir os ataques epiléticos sofridos pelos astronautas, a técnica foi introduzida na Coréia do Sul em 2003. No começo, foi adotada principalmente por hospitais universitários, incluindo o Centro Médico Universitário Kyung Hee, mas agora está sendo usada no Hospital St. Mary, de Kangnam, entre outros.

Uma das primeiras aplicações foi no tratamento do DADH (desordem de déficit de atenção e distúrbio de hiperatividade), mas sua eficácia na estabilização das condições mentais e a ajuda na reabilitação dos pacientes com lesões cerebrais encorajou os médicos de medicina interna, de reabilitação e familiar a também adotar a técnica.

O treinamento de “neurofeedback” visa ajudar os pacientes a controlar suas ondas cerebrais sozinhos, para que possam relaxar, ou ficar em alerta, sem ajuda externa ou estímulo. É essencialmente uma forma de meditação.

Quando os pacientes, conectados a um computador ficam nervosos, sons barulhentos são produzidos, e quando eles relaxam, são produzidos sons da natureza.

Isso encoraja os pacientes a ouvir os sons da natureza e se concentrarem na própria estabilização, produzindo ondas alfa e teta no cérebro. Ondas beta de baixa ou média amplitude deixam os pacientes levemente nervosos: as imagens produzidas pelo computador refletem isso com figuras em movimento; quando os pacientes param de se concentrar, as figuras param de se mover. Ao tentar fazer os personagens continuarem o movimento, os pacientes treinam a si mesmos para atingir sua capacidade máxima para executar tarefas.

Os EUA e outros países produziram uns 100 trabalhos científicos sobre os efeitos do treinamento de “neurofeedback” que diz ajudar a reduzir sintomas tais como síndrome do pânico, alcoolismo, DADH, danos cerebrais e depressão.

Através da meditação, alcoólicos e pacientes com síndrome do pânico podem ser estabilizados. Pacientes sofrendo de DADH, problemas de aprendizado e depressão podem aprender a se concentrar, praticando a produção de ondas beta de baixa e média amplitude. Isso também pode ajudar aqueles atingidos com paralisia a se reabilitarem mais efetivamente.

Um trabalho publicado por uma equipe do Hospital Universitário de Seul, liderada pelo Prof. Kang Seung-wan, esse ano, diz que entre seis pacientes com síndrome do pânico que receberam o treinamento de “neurofeedback”, por 20 vezes durante um período de dois meses, cinco não sofreram ataques de pânico durante o período, e um apenas um ataque pequeno.

O treinamento de “neurofeedback” é caro, quando não possui cobertura de seguro de saúde.

3 comentários:

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  2. Hi Julie,
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    Sam.

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