quinta-feira, 19 de julho de 2012

Preservando a Capacidade Auditiva


Algumas recomendações básicas podem ser seguidas no seu dia a dia para evitar problemas futuros de perda de audição.

Todos sabem que o ouvido é uma das partes mais delicadas e sensíveis do organismo, e por isso necessita de atenção e cuidado especiais, para que se evitem danos que levem à perda da capacidade auditiva de forma prematura. Dados revelam que grande parte das pessoas que já sofrem de algum grau de perda auditiva desconhece o fato.

Algumas medidas preventivas para cuidar da sua audição:
 
1. Cuidado com os ruídos. A maioria das pessoas tem consciência de que os níveis de contaminação acústica em sua cidade são excessivamente altos. Neste sentido, estar exposto de forma prolongada a sons intensos como escapamentos, obras de construção, ou o agito das festas populares, bares e boates, poderia causar danos irreversíveis ao tímpano e inclusive surdez, se for superior aos 90 db. A solução? Diminuir o tempo de exposição a sons fortes e utilizar protetores auditivos especiais para atenuar os efeitos nocivos.

2. Baixar o volume. Colocar o rádio ou a televisão no volume mais alto ou escutar música alta com o mp3 player são fatores de risco para a saúde auditiva, e os adolescentes são o público que apresenta maior perigo de desenvolver alguma doença desse tipo em longo prazo. Para minimizar estes efeitos prejudiciais, convém baixar o volume, na medida do possível, utilizar proteção auditiva em locais com música alta ou concertos, afastar-se dos autofalantes e descansar várias horas antes de escutar de novo música com fones de ouvido.

3. A pressão dentro do avião. Certamente quem anda de avião já percebeu esta sensação desagradável: tanto no momento da decolagem como da aterrissagem, as trompas de Eustáquio tentam regular a pressão do ar que entra no canal auditivo, para que este não sofra dano, provocando assim uma desagradável sensação em nossos ouvidos, similar a que se produz ao escalar uma montanha, ou ao mergulhar na água. Para facilitar este processo, recomenda-se bocejar, expirar ar pelo nariz, ou mascar chiclete. Além disso, se o desconforto persistir após as primeiras 48 horas, se aconselha procurar um especialista.

4. Cuidado com as correntes de ar no automóvel. Deixar a janela do carro baixada enquanto se dirige aumenta o risco de contrair infecções como a otite, devido ao excesso de ar no canal auditivo. Além disso, outros barulhos como o do vento, do motor e dos demais veículos que circulam pela rua provocam perda gradual da capacidade de audição, é por isso se aconselha dirigir com as janelas fechadas.

5. Adeus cotonetes. Os ouvidos possuem um mecanismo de autolimpeza para eliminar as partículas de cerúmen que se formam em seu interior. Por isso, os especialistas rejeitam firmemente o uso de cotonetes ou elementos afiados e de arestas cortantes na limpeza dos mesmos. Pelo contrário, eles poderiam causar obstrução do canal auditivo, machucar a pele do conduto do ouvido e inclusive alcançar o tímpano e perfurá-lo.

6. Evitar levantar muito peso. Levantar pesos na academia, ou carregar móveis em uma mudança pode exercer uma forte pressão na membrana do ouvido, ocasionando problemas no sentido auditivo, bem como perda de equilíbrio. Convém diminuir a quantidade de peso e respirar profundamente enquanto se realiza a atividade.

7. Mergulhar. Ao mergulhar-se na água, a pressão existente é muito mais acentuada que na superfície, e é por isso que o ouvido, de forma automática, ativa um mecanismo para regulá-la. Por este motivo, a imersão deve ser feita de forma lenta e gradual, principalmente em águas mais profundas. Do contrário, poderia produzir-se a entrada brusca de água nos ouvidos e o consequente surgimento de infecções.

8. Os tampões são bons aliados. Tanto na piscina como na praia, é conveniente proteger adequadamente os ouvidos para que não se fechem. O uso de protetores auditivos fabricados sob medida diminui o nível de umidade provocado pelo contato com a água, e assim, se reduz o risco de sofrer de otite. Por outro lado, nadar
ou mergulhar em águas que não tenham sido devidamente tratadas propicia a aparição de germes e bactérias que ocasionariam, entre outras complicações, infecções no ouvido. Portanto, também devem ser levadas em conta as condições de higiene da água.

9. Ouvidos bem secos. É imprescindível secar o ouvido externo com um pano ou toalhinha seca, depois de uma ducha ou banho. Só assim evita-se gerar tampões de água e a contaminação por fungos e outras infecções.

10. Visita ao médico. Muitas pessoas jamais procuraram um especialista para realizar uma revisão auditiva, quanto menos costumam fazer revisões periódicas. Parece que estamos mais acostumados a cuidar da saúde de nossos olhos. Portanto, para prevenir males maiores, os médicos aconselham a revisar a audição ao menos uma vez ao ano, para prevenir a tempo qualquer anomalia, e poder determinar através de uma revisão simples, se existe alguma perda auditiva.

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