segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Brownies de Natal


Este bolo fica lindo enfeitando a mesa de Natal. Sirva com café expresso, na hora de distribuir os presentes.

Ingredientes

- 250 gramas de chocolate meio amargo
- 180 gramas de manteiga amolecida
- 150 gramas de açúcar
- 200 gramas de farinha de arroz
- 2 colheres (sopa) de chocolate em pó
- 1 colher (chá) de fermento químico
- 1 pitada de sal
- 3 ovos
- 2 colheres (chá) de extrato de baunilha
- 300 g de chocolate meio amargo
- estrelinhas de chocolate (ou chocolate granulado)

Como Fazer

Pré-aqueça o forno a 180º.

Derreta em uma panela pequena 150 g de chocolate picado e a manteiga.

Numa tigela, peneire o açúcar refinado, a farinha, o chocolate em pó, o fermento e o sal.
Misture os ingredientes secos ao chocolate. Junte os ovos e a baunilha e misture bem.

Despeje a massa em uma fôrma retangular untada com margarina.
Leve ao forno por 20-30 minutos.

Deixe o bolo esfriar. Corte em cubos de 4 centímetros.

Pique o chocolate restante e derreta dentro de uma tigela inox, em banho-maria

Cubra os brownies com o chocolate derretido e deixe escorrer e secar em uma grelha.

Enfeite com estrelas de chocolate, ou outra decoração, deixe secar e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Estrela de Papel (tutorial)

Uma delicada estrela de Natal para decorar sua janela.

Para fazer a estrela é muito simples, basta seguir o tutorial.


1. Você vai precisar de folhas de papel A4, grampeador, lápis, cola ou fita adesiva transparente, estilete e réguas.
Corte as folhas em quadrados.


2. Dobre a folha em losango e corte como mostra a foto.


3. Abra a folha e veja se os cortes estão corretos.


4. Cole as pontas (com uma fita adesiva ou cola), alternando para dentro e para fora, para dar o efeito da estrela.


5. Assim é como deve ficar uma das pontas da estrela:


6. Faça mais duas pontas:


7. Junte as três pontas e grampeie.


8. Faça mais três pontas e a estrela está pronta!


Dica: use folhas coloridas e faça estrelas vermelhas, amarelas, etc.

Feliz Natal!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tiramisu de Papaya e Kiwi


Ingredientes

- 8 kiwis
- 2 mamões papaya
- 250 g de queijo mascarpone
- 1 xíc. de creme de leite
- 40 g de açúcar
- 2/3 xíc. de suco de limão
- 1 xíc. de água e 1 xíc. de açúcar
- pão-de-ló (massa de polvilho ou maisena), ou waffel de polvilho

Como Fazer

Descasque e corte as frutas em cubos ou fatias.

Faça um creme chantilly com 40 g de açúcar, o creme de leite e o mascarpone.

Faça uma calda de açúcar e deixe esfriar. Derrame em fio sobre o kiwi.

Em taças ou copos, monte as camadas do tiramisu: uma fatia de bolo (corte no formato e tamanho do copo), cubos de kiwi, mascarpone, repita essas camadas mais uma vez e no topo coloque as fatias de papaya.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Salada de Abacaxi e Brócolis

Essa salada refrescante pode se transformar no molho de um prato de macarrão, ou na cobertura de uma pizza. Delícia!


Ingredientes

- 1 abacaxi
- 1 xíc. de frutas secas
- 1 buquê de brócolis americano
- 1 xíc. de milho cozido (congelado)
- 1 xíc. de iogurte natural
- 1 colher (sopa) de suco de Limão
- 1 colher (sopa) de açúcar

Como Fazer
Descasque e corte o abacaxi em cubinhos.

Lave e corte os brócolis em raminhos. Cozinhe no vapor (al dente) e em seguida leve a uma vasilha com água gelada, escorra e reserve.

Descongele o milho mergulhando-o em água quente por uns minutos.

Dentro de uma saladeira ou vasilha grande, misture o abacaxi em cubos, o brócolis cozido, o milho e as frutas secas (nozes, castanhas, amêndoas, etc.).

Misture bem o iogurte, o suco de limão e o açúcar, até ficar homogêneo. Se quiser, adicione uma pitada de sal e pimenta.

Misture o iogurte à salada e sirva em seguida.

sábado, 13 de novembro de 2010

A Vida Urbana e o Estresse


O Estresse

O conceito de estresse (do inglês ‘stress’, tensão) psicológico poderia ser definido como o estado do organismo que tenta compensar o dano que pode ser provocado por determinados fatores agressores, de diferentes ordens.

Geralmente, somos submetidos ao estresse quando o grau de exigências que nos impõe o ambiente no qual nos encontramos se sobrepõe à nossa capacidade de controle, o que pode nos levar a ter um funcionamento fora do comum, irregular e desorganizado.

Para definir de um modo mais simples, o estresse psicológico surge quando nos encontramos diante de circunstâncias de exigência que provocam ansiedade e que nos obrigam, por isso, a reagir de um modo rápido e decidido para solucionar os problemas, conseguindo assim aliviar a dita ansiedade.

A resposta ao estresse

São muitos os fatores que vão determinar uma resposta distinta ao estresse. A idade, o sexo, a raça, o emprego, o temperamento pessoal, ou fatores educacionais e familiares vão estabelecer a base de uma realidade diferente e uma resposta variável diante do estresse.

As armas de que cada pessoa dispõe para combater esta situação são muito diferentes de um para outra, e se colocam em jogo segundo a capacidade da própria pessoa para defender-se das agressões. Isso significa que um fator claramente estressante para uma pessoa pode não o ser para outra, e que existem indivíduos com uma tendência excessiva ao estresse, apesar de não ter motivos destacados para isso.

Quanto ao sexo, por exemplo, diversos estudos realizados com grupos de homens e mulheres, tentaram encontrar diferenças no modo de comportar-se ou defender-se diante do estresse. As conclusões de tais estudos, em grande parte, não parecem encontrar grandes diferenças entre os sexos. Em outros estudos que levaram em conta outras variáveis, como a situação socioeconômica, a raça, as responsabilidades profissionais ou o tipo de personalidade, as diferenças encontradas foram sim significativas na maioria dos casos.
Muitos especialistas asseguram que não tem por que o estresse ser um fenômeno negativo e que, portanto, certo nível de estresse na pessoa pode favorecer uma resposta mais ágil e rápida diante os problemas que possam se apresentar. No entanto, a rapidez e a agilidade não precisam ser qualidades iguais à eficiência; muitos outros especialistas afirmam que a ansiedade crônica pode prejudicar, a médio e longo prazo, a saúde, e que não é verdade que em um ambiente confortável e livre de estresse não seja possível obter um alto nível de rendimento pessoal ou profissional.

Seja para o bem ou para o mal, o certo é que o estresse psicológico, quando somos capazes de controlá-lo adequadamente, nos faz ficar mais alertas e mais dispostos a atuar (como um estudante diante de uma prova iminente, por exemplo), mas também nos esgota física e psicologicamente, no caso de estabelecer-se de modo crônico, como uma maneira habitual de funcionar no dia a dia.

O modo como o estresse pode produzir um dano pode também ser dado pelo sobre estresse, que é o excesso de estresse tão notável que acaba levando a pessoa a um quadro de intensa ansiedade, consumindo todos seus recursos defensivos e que deteriora gravemente seu bem-estar pessoal.

Os possíveis efeitos prejudiciais do estresse psicológico são variados e podem ser resumidos em: alterações gástricas (úlcera gastroduodenal, gastrite, etc.), arritmias cardíacas, insônia, disfunções sexuais, fadiga crônica, depressão, hipertensão arterial, etc.

Inclusive foi proposta a existência de uma relação significativa entre o estresse e doenças graves, como os transtornos cardiovasculares ou o câncer.

Ambiente familiar

O meio familiar pode ser una fonte geradora de estresse importante, sobretudo para a pessoa que ostenta a responsabilidade de ser chefe de família, pois as demandas do lar e os problemas dos diferentes membros da família podem ser numerosos ou graves em algumas ocasiões, e a capacidade ou mecanismos para confrontá-los podem ser limitados.

A forma como se estabelecem os laços familiares e o grau de exigências dos componentes do grupo familiar com respeito a seus respectivos membros será um determinante de primeira ordem de um potencial de estresse.

Ambiente profissional

O ambiente profissional, entendido como o meio onde se exerce a atividade profissional ou escolar, também é fonte inesgotável de estresse e ocupou o empenho de numerosos estudos que tentam compreender as causas determinantes do mesmo. Entretanto, toda esta atividade investigativa tentou se aprofundar mais no conhecimento das chaves para o aumento do esforço ou rendimento profissional, do que na busca e compreensão das circunstâncias que melhoram o bem-estar e a saúde das pessoas que realizam uma tarefa profissional.


Ambiente externo

O ambiente externo também é um âmbito de extrema importância como fonte geradora de estresse. Dentro deste meio podemos distinguir principalmente os ambientes urbanos e rurais.

O estresse provocado pelo ambiente

Os fatores provocadores do estresse podem vir dos diferentes ambientes nos quais desenvolvemos nossas vidas, que são basicamente três: o familiar, o profissional e ambiente externo.

Agentes contaminantes

A poluição atmosférica, mas ainda mais a acústica, tão comuns nas cidades, determinam um ambiente claramente hostil para a vida cotidiana que vai a condicionar um modo restritivo e inadequado de relacionar-se com o ambiente.

'Modus vivendi' urbano

O estilo de vida que o homem da cidade leva é bem diferente daquele do homem rural. Na cidade as distâncias são maiores e os meios de transporte se encontram geralmente abarrotados, o que se soma à ansiedade da tarefa de cumprir com os compromissos para os quais é necessário se deslocar. Além disso, para aquelas pessoas que escolhem o veículo privado como meio de transporte, o risco de estresse dispara, pelas desagradáveis experiências e fatores que incrementam a ansiedade, associados de modo inevitável ao tráfego das ruas das cidades (engarrafamento, condução irresponsável ou imprudente por parte dos outros condutores, possibilidade de atropelar pedestres, de sair ferido em um acidente, etc.)

A tudo isso se soma também o menor tempo de ócio, pela exigência de deslocar-se de um lado para o outro, com um menor emprego de tempo para realizar atividades vitais como alimentar-se adequadamente, relaxar, ou desfrutar de forma plena das relações pessoais.

 

Por outro lado, a convivência nas cidades é mais discreta e anônima e, paradoxalmente, não permite redutos adequados de intimidade ou calma, tão necessários para um descanso conveniente.

Além disso, a vida urbana, na maioria das ocasiões, não serve precisamente como substrato ideal para o fomento das relações entre vizinhos, amigos e inclusive familiares, o que é tão necessário para se levar, dia a dia, uma vida mais feliz.

Ambiente profissional urbano

O estresse profissional do homem da cidade é diferente do de um homem do campo. É claro que um agricultor terá, em circunstâncias como o clima, ou outros relacionados com o sucesso de seu trabalho de cultivo, uma fonte de estresse considerável, mas o certo é que o ambiente urbano condiciona ambientes de trabalho nos quais pode ser mais complicado manter o equilíbrio justo entre o que se pode sacrificar ou não da vida pessoal, e o que se pode conceder em favor dos interesses empresariais aos quais se deve lealdade.

 

Muito provavelmente, o ambiente profissional urbano favorece o desenvolvimento de um sentido excessivo da responsabilidade, que pode fazer as pessoas sofrerem com um ritmo de atividade frenética, com um nível de exigências demasiado superior o que seria razoável de exigir-se. Isto, num ambiente rural, não costuma acontecer.

Medo do prejuízo provocado por outros

A insegurança urbana é um fator estressante de primeira magnitude. Grande parte do estresse que as pessoas do ambiente urbano sofrem se deve a este importante problema.

Desde a pré-história, a ameaça contínua à vida constituiu a principal preocupação do homem, e esse fator estressante não deixou de estar presente ao longo da história em momento algum. Atualmente, no mundo desenvolvido, esse estresse de sobrevivência costuma aparecer apenas quando surgem as doenças. No entanto, infelizmente, atualmente começa a ter cada vez mais força, por causa da delinquência, conflitos bélicos ou o terrorismo. Estudos mostraram que existe um aumento da incidência de estresse pós-traumático relacionado com eventos terroristas, como os que aconteceram nos EUA ou Europa, por exemplo.

Formas de se enfrentar o estresse

Evidentemente, para muitas pessoas, determinadas soluções, como mudar de atividade profissional, ou de residência, da cidade para o campo, não são viáveis em seus planos de vida, mas dentro do que constitui o marco cotidiano de cada um, é possível recorrer a alguns conselhos que possam reduzir nosso estresse ou ao menos minimizar seus efeitos nocivos sobre nosso estado psicológico e físico.

1. Antecipação dos problemas

Conhecer os problemas que se aproximam, e preparar as armas necessárias para enfrentá-los, pode fazer com que você esteja mais bem preparado para combater o estresse quando este se produza.

2. Visualização positiva

Imaginar-se a si mesmo em um momento seguinte ao da resolução de um problema, ou ver-se a si mesmo vencendo sem problema uma previsível adversidade futura.

3. Desvalorização

Minimizar os problemas ou adotar uma abordagem que permite visão a mais benigna possível deles.

4. Relaxamento

Existem técnicas que permitem a realização de um profundo relaxamento físico e mental, bem como determinados campos de busca de serenidade interior (meditação, yoga, tai-chi, etc). É bastante recomendado para as pessoas que não sabem como parar o seu estilo de vida acelerado.

5. Análise e racionalização positiva


Trata-se de buscar mecanismos que nos permitam ver os problemas de forma objetiva, analisando de longe seus aspectos essenciais, e a melhor maneira de lidar com eles, admitindo suas próprias limitações, e confiando o máximo possível em nossa capacidade de resolvê-los corretamente.



Outros conselhos de interesse

Procurar ter certa regularidade no exercício das tarefas diárias, buscar uma maior informação sobre aquilo que nos afete, para diminuir na medida do possível a ansiedade derivada da incerteza, organizar claramente uma ordem de prioridades, tanto em objetivos como em atividades que se deve realizar, saber delegar tarefas quando seja preciso, aprender a dizer “não” para aqueles compromissos que sabemos que não podemos cumprir, avançar sempre em nossas obrigações adiantando tudo aquilo que pudermos resolver de forma mais imediata ou simples, praticar exercícios físicos regularmente, etc.

A vida do homem urbano é, infelizmente, uma vida de estresse, mas dispomos de uma margem mais ampla do que pensamos para modificar muitas das circunstâncias que o geram. O planejamento de um estilo de vida saudável deve ser perseguido como um de seus objetivos básicos para a redução do estresse na vida das pessoas.

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Coquetel de Frutas


Esses coquetéis festivos e coloridos deixam qualquer vinho espumante ou champagne com um sabor delicioso. São perfeitos para servir em um almoço ou brunch, já que as frutas reduzem o teor de álcool de cada drink.
Faça o xarope de açúcar com antecedência e deixe esfriar.

Ingredientes

Xarope de açúcar
- 1,25 Kg de açúcar refinado
- 1 litro de água

Purê de pêssego
- 500 g de pêssego em calda (já drenado)
- 1 colher (sopa) de suco de limão
- 300 ml de xarope de açúcar

Purê de framboesas
- 250 g de framboesas
- 100 ml de suco de laranja
- 200 ml de xarope de açúcar

Como Fazer (20 coquetéis)

Xarope de açúcar: coloque o açúcar e a água em uma panela. Mexa para dissolver e leve ao fogo até ferver. Retire do fogo e deixe esfriar. Guarde em um pote na geladeira (dura até um mês).

Coquetel de champagne e purê de pêssego
Faça um purê misturando os pêssegos, o suco de limão e o xarope até ficar bem homogêneo. Passe por uma peneira fina. Coloque um pouco do purê no fundo da taça e complete com seu espumante favorito.

Coquetel de champagne e purê de framboesas
Faça um purê misturando as framboesas, o suco de laranja e o xarope até ficar homogêneo e então passe por uma peneira fina. Sirva o champagne em uma taça até encher 2/3. Adicione cerca de 30 ml do purê para cada taça e cubra com um pouco mais de espumante antes de servir.


Dica: use um espumante seco, pois o purê já é doce.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Alimentos Sem Glúten Integrados ao Mercado


Mais de 3 milhões de norte-americanos sofrem da doença celíaca, uma doença digestiva desencadeada pelo consumo de glúten, uma proteína encontrada no pão, massas, biscoitos, pizzas e outros alimentos contendo farinha de trigo, centeio ou cevada. Enquanto a dieta sem glúten é uma obrigação para aqueles que são celíacos, a mídia americana está abraçando o “gluten-free” como uma tendência de saúde.

Fabricantes de alimentos têm focado sua atenção ao desenvolvimento de produtos sem glúten. E quanto mais pessoas são diagnosticadas com a doença celíaca, a demanda por uma maior variedade de comidas sem glúten vai aumentar.

Os varejistas também têm dedicado um maior espaço nas prateleiras para os produtos sem glúten, e padeiros com visão de mercado estão adicionando opções sem glúten aos seus cardápios.

Um artigo recente no jornal Buffalo News explorou o crescimento dos produtos sem glúten e examinou as áreas de maior desenvolvimento, incluindo refeições prontas frescas, lanches, pães e confeitaria, ofertas de restaurantes e mais. (Publicado no website Food Product Design)
O artigo abaixo foi publicado em www.buffalonews.com.

Soluções com Glúten

Imagine pular um peixe frito na sexta, ou recusar um bolo em um casamento. Nancy Ross também diz não ao chocolate Godiva, sanduíches e pizzas.

Não é fácil viver sem glúten.

“Eu fui a um casamento na semana passada e não pude comer nenhum dos aperitivos,” contou Ross, da cidade de Williamsville, que foi diagnosticada como celíaca no último mês de abril.

A Celíase – que afeta uma de cada 133 pessoas nos EUA – é uma doença digestiva desencadeada pelo consumo de glúten, uma proteína encontrada em alimentos que contenham trigo, centeio, cevada e aveia. O consumo de glúten desencadeia uma reação auto-imune no intestino delgado, provocando dano em sua superfície e a inabilidade de absorver nutrientes. A causa exata da doença celíaca é desconhecida, mas frequentemente é herdada.

Médicos especialistas dizem que a dieta sem glúten é uma das mais difíceis de seguir, mas recentemente esse modo restritivo (e normalmente caro) de se alimentar tornou-se popular como uma tendência saudável, até mesmo entre aqueles que não são celíacos.


“É uma moda, e acho que Elisabeth Hasselbeck (apresentadora de TV), no programa 'The View' realmente a promoveu, mas ela é celíaca,” comentou a Dra. Jeanette Keith, gastroenterologista da ‘Kaleida Health’. “Ela gostaria que todos seguissem uma dieta sem glúten porque o glúten provoca inflamação. Mas não há estudos que mostrem que as pessoas que não sofrem da doença celíaca devam abandonar totalmente o glúten.”

O glúten afeta negativamente a nós todos?

“Eu não posso descartar,” disse a médica Keith. “Eu não costumo colocar as pessoas numa dieta sem glúten. Não há motivo para excluí-lo, a não ser que você tenha uma preferência pessoal. Acho que é uma dieta difícil de manter, mas se você estiver fazendo uma dieta com pouco carboidrato para ter uma saúde melhor, você vai eliminar a maior parte do glúten de qualquer modo.”

A maioria das pessoas celíacas tem reclamações gerais, tais como diarréia intermitente, dor abdominal e vômito. Somando-se a isso, os sintomas podem ser similares aos de outras doenças, incluindo a síndrome do intestino irritável, úlcera gástrica, doença de Crohn, anemia ou doenças de pele.

“É difícil de diagnosticar (a celíase) porque ela se apresenta com sintomas não-específicos,” diz Keith. “É muito mais predominante do que pensamos. O desafio é que a maioria das pessoas pode não procurar um médico até que os sintomas se tornem graves.”

Se você tenta comer sem glúten, cozinhando sem glúten – uma proteína encontrada no trigo e outros grãos – é extremamente complicado, necessitando de substitutos para trigo, centeio, cevada e aveia. É muito difícil em um restaurante, pois mesmo um traço de glúten pode ocasionar um problema gástrico em quem é celíaco.

Mercados se atualizam

Quando a irmã de Krista Van Wagner foi diagnosticada como celíaca, a experiente chef decidiu se tornar mestre na arte da culinária sem glúten no Curly's Grill, seu restaurante em Lackawanna. Ela revelou suas novas pizzas sem glúten para alguns convidados, membros do Grupo de Apoio à Dieta Sem Glúten do Oeste de Nova Iorque.

“Uma das mulheres levantou-se e correu para o banheiro,” Van Wagner conta, ainda encabulada, oito anos depois do ocorrido. “Então uma segunda pessoa levantou-se. Eu pensei ‘Oh, nossa, estou encrencada.’ Algo estava contaminado, e eu não sei o que era.”

Ao invés de desistir, ela deu a volta por cima. Depois de se desculpar efusivamente, ela começou tudo do rascunho.

Hoje, seu restaurante oferece um cardápio sem glúten a todos os clientes, completo com confeitaria, tornando-a uma das líderes do serviço na região.

Em reuniões com a indústria, Van Wagner incentiva outros proprietários a se unirem um grupo crescente de restaurantes do oeste de Nova Iorque que servem ao menos alguns pratos sem glúten.


Antes uma preocupação principalmente para os pacientes celíacos, mais alguns milhões de americanos que podem ter sensibilidade ao glúten, ou que o evitam por outros motivos dietéticos, estão famintos por alternativas. Respondendo à demanda, os restaurantes do oeste de Nova Iorque, supermercados e padarias, como nunca antes visto, estão oferecendo para os consumidores produtos sem glúten.

Pouco tempo atrás, os consumidores de produtos sem glúten só podiam confiar na comida que eles mesmos preparavam, e compravam ingredientes obscuros em lojas de produtos naturais, ou encomendavam pelo correio. Hoje em dia, eles podem ir ao um supermercado (como a rede Wegmans) e encontrar alimentos sem glúten, rotulados, por toda a loja, não apenas limitados a uma prateleira ou a produtos específicos. Wegmans começou até mesmo a testar escolhas sem glúten na sua seção de refeições prontas, nas lojas de Sheridan Drive e de West Seneca.

“A coisa mais importante é que estamos vendo o crescimento na oferta de produtos,” disse a nutricionista da Wegmans, Theresa Jackson. “Você vê coisas sendo rotuladas pelos fabricantes e por nós mesmos, simplesmente para endereçar a uma necessidade, inundando a seção de “comidas naturais” e aparecendo por toda a loja.”

As aulas de culinária sem glúten da Wegmans, oferecida há anos, foram recentemente canceladas. “Com o aumento na conscientização e novos diagnósticos, a última aula que tivemos estava superlotada.”

‘Outlets’ de alimentos naturais como as lojas Feel-Rite e a Lexington Co-op serviram ao mercado sem glúten por anos, mas o investimento da Wegmans chamou a atenção de quem evita o glúten.

“Pessoas de outras partes do país que não têm uma loja Wegman têm inveja de nós,” diz Cliff Hauck, presidente do Grupo de Apoio à Dieta Sem Glúten do Oeste de Nova Iorque. “Eles fizeram tanto pelos celíacos – mas até mesmo os maiores mercados agora têm uma seção sem glúten.”

Hauck também citou o sucesso da ‘Vin-Chet’, uma padaria na 2178 Kensington Ave., Amherst, no desenvolvimento de pães e outros confeitos que se tornaram favoritos de quem não consome glúten. Produtos sem glúten tendem a ser mais caros, por causa dos ingredientes, e o pão da Vin-Chet custa cerca de U$ 9 a fôrma. Mas para os celíacos, vale à pena, para um pão que “viaja bem, e não se desmancha quando você faz um sanduíche.”

Não são apenas os ingredientes. No mínimo, esses itens têm de ser preparados em vasilhas ou panelas em separado, numa área separada que evite a possibilidade de contato com qualquer coisa que contenha glúten.

Apesar dos desafios, a uma lista longa de cadeias de restaurantes e outros menores no website da WNYGFDSG, em buffaloglutenfree.org.

Ingrediente Secreto

O GLÚTEN aparece em alimentos e produtos que você poderia não esperar, como licores, xampus e batom. É usado como espessante em molhos de salada e no recheio de embutidos. Molho de soja pode conter glúten, e a cerveja têm glúten. Pessoas intolerantes ao glúten se tornam leitoras de rótulos que se tornam familiares com lugares escondidos do glúten.

"Qualquer coisa com trigo, cevada ou malte está automaticamente fora,” diz Ross, “mas são os aditivos, conservantes e espessantes com nomes químicos estranhos que são tão difíceis de decifrar.”


A boa notícia é que muito do dano é reversível, de acordo com médicos especialistas. A chave é livrar-se da inflamação intestinal, e o melhor jeito é evitar o glúten e sua proteína ardente.

“Ele (o intestino) se recupera,” confirma Keith, “e você pode começar a se sentir melhor em três a seis semanas. O negócio da dieta sem glúten é que é difícil aderir a ela. O glúten é muito ubíquo em nossa dieta, e para comer sem glúten é caro. Mas o que é muito estimulante para muitos de meus pacientes é que agora até mesmo o ‘Walmart’ tem uma seção sem glúten.”

Nas reuniões do WNYGFDSG (grupo de apoio aos celíacos), tem havido um enorme crescimento no número de pessoas procurando por ajuda, diz Hauck. Quando sua esposa, Marilyn, foi diagnosticada com a celíase há cerca de 20 anos, os Hauck começaram a aprender como falar com atendentes de restaurante sobre o glúten.

Reconhecendo os sinais

Um intestino delgado saudável é coberto por projeções microscópicas chamadas de ‘villi’, que trabalham para absorver os nutrientes dos alimentos. A Doença Celíaca destrói essas vilosidades – como um cortador de grama – assim os nutrientes, incluindo gordura, proteínas, vitaminas e minerais, nunca são absorvidos.

Eventualmente, o decréscimo na absorção de nutrientes (má absorção) pode causar deficiências de vitaminas e minerais que afeta adversamente o seu cérebro, o sistema nervoso periférico, ossos, fígado e outros órgãos. Isso pode levar a mais doenças e pode interromper o crescimento nas crianças.

“Qualquer pessoa que tem diarréia recorrente ou constipação, evidência de má absorção, perda de peso inexplicável, inchaço abdominal persistente, ou intolerância à lactose, precisa pensar sobre a doença celíaca,” diz a médica Keith.

Muitas pessoas com Síndrome do Intestino Irritável (ou Doença de Bowel) podem se queixar de sintomas similares. Keith diferencia as duas desordens intestinais: na Doença de Bowel, o intestino é mais sensível ao estímulo normal, o que produz espasmos, e não uma resposta inflamatória,” ela explica. “Não há evidência de dano ao tecido. “Não há má absorção.”

Similarmente, Keith distinguiu a celíase das alergias alimentares: “Em uma resposta alérgica, o corpo desenvolve anticorpos. A Celíase é mais severa que uma alergia alimentar. Em si mesma, a doença celíaca não é fatal, mas certos indivíduos que são predispostos podem desenvolver câncer de intestino.

Dicas para cozinhar sem glúten:

1. Aprenda que grãos e farinhas são seguros. Faça uma lista e leve às compras.

2. Direcione sua dieta para as hortaliças frescas, frutas e refeições simples, sem caldos e molhos artificiais. Ovos e queijos simples (não processados) normalmente são apostas seguras.

3. Leia todos os rótulos dos alimentos em sua despensa, e jogue fora ou segregue os itens não seguros.

4. Se também está cozinhando comida com glúten, aprenda a evitar contaminação em sua cozinha. Compre utensílios e panelas novos, se necessário.

Traduzido por Sam.

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