segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Gastroenterites


Com o verão se aproximando, cresce o risco de contrair infecções do estômago e intestinos, que levam à desidratação e outros problemas mais graves. Embora as gastroenterites possam ocorrer em qualquer época do ano, com o hábito de fazer refeições ao ar livre, e o clima quente - os alimentos se deterioram mais rapidamente - todo cuidado é pouco!

O que é uma gastroenterite
Quais são os sintomas
Como prevenir a contaminação

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O que é uma gastroenterite?

Trata-se de uma inflamação do estômago e intestinos causada por vírus (rotavírus, norovírus, enterovírus, adenovírus e astrovírus), bactérias (salmonella, E. coli, shigella, campylobacter jejuni, yersinia ou estafilococo), ou até parasitas como a giardia (mais raras).

Como entramos em contato com estes organismos?

A falta de higiene na preparação e manuseio dos alimentos, bem como a sua refrigeração, reaquecimento ou confecção inadequadas são os principais meios de transmissão. Propaga-se através de comida e água contaminadas ou pelo contato de pessoa para pessoa.

Diarreia muito aquosa, náuseas e vômitos, dor ou cólicas abdominais são sintomas comuns a todas as formas. A gastroenterite pode provocar desidratação e a perda de eletrólitos importantes, como o sódio ou potássio, que poderão ter de ser repostos via intravenosa nos casos mais severos de diarreia e cólicas.


Quais são os sintomas?

Como são muito semelhantes, as gastroenterites causadas por diferentes tipos de microrganismos são fáceis de confundir, alertam os especialistas. Diarreia, vômitos e náuseas, cólicas abdominais, dores de barriga, perda de apetite, fezes com sangue e febre são os sintomas mais comuns. Ocasionalmente, podem surgir também dores de cabeça ou musculares.

Na gastroenterite viral, os sintomas podem aparecer entre um e três dias depois de a pessoa ter sido infectada, A maioria dos casos costuma melhorar ao fim de dois dias, mas ocasionalmente podem existir casos em que o vírus persiste até 10 dias. Para as crianças pequenas, idosos com sistema imunológico enfraquecido, algumas gastroenterites virais podem ser fatais. A maior parte dos casos bacterianos, nomeadamente no caso da salmonela, resolve-se por si próprias ao fim de cinco a sete dias. A gastroenterite causada pela bactéria shigella pode necessitar de antibiótico. No entanto, os intestinos podem demorar mais uma ou duas semanas até se recuperarem totalmente.


Cuidados pessoais

1.Excluindo os casos mais agudos, que devem levar de imediato a uma emergência médica, pode tratar-se em casa com uma ou duas semanas de dieta e alguns cuidados caseiros.

2.Deixe o estômago se acalmar: evite os alimentos sólidos pelo menos durante algumas horas após um episódio de vômitos e diarreia.

3.Hidrate-se bem: a perda de líquidos pelas fezes e vômitos é muito grande e, para evitar a desidratação, é muito importante que beba bastante líquidos, 8 a 10 copos d’água por dia – tente beber um copo d’água a cada ida ao banheiro, para compensar a perda de líquidos na diarreia. Sucos de fruta (diluídos em água), chás e caldos também ajudam a hidratar.

Sintomas mais comuns da desidratação:

- Boca seca e pegajosa;

- Urinar muito pouco ou não urinar sequer; urina de cor amarela escura;

- Olhos encovados;

- Letargia e prostração física acentuada;

- Pressão arterial baixa; tonturas, quando se levanta rapidamente;

- Batimento cardíaco acelerado;

- Perda da elasticidade da pele (ao se beliscar ou pressionar, essa zona demora alguns segundos a voltar ao normal);

- Nos bebês: ‘moleirinha’ encovada, chora sem lágrimas, não molha a fralda há mais de seis horas.

4.No caso das crianças, lhes dê pelo menos o equivalente a duas colheres de sopa cheias de água, a cada 30 minutos. Se os vômitos forem intensos e impedirem que beba a quantidade mínima de água pode ter de ir a um plantão médico de um hospital ou posto de saúde, para receber os fluidos e sais minerais me falta por via intravenosa.

5.Fracione mais as refeições: você não terá muito apetite, mas é importante comer, ainda que muito pouco de cada vez, varias vezes ao dia.

6.Prefira alimentos fáceis de digerir: frango (de preferência cozido na água), arroz, caldos, torradas com pouca ou nenhuma manteiga, e bananas, ricas em potássio, um mineral que atua em conjunto com o sódio para regular o equilíbrio de água no organismo.

7.Evite comer laticínios, alimentos com gordura, muito condimentados ou ricos em fibra, bem como cafeína, álcool e tabaco.

8.Não tome medicamentos para parar a diarreia sem falar com um médico e não os dê a crianças.

9.Descanse bastante: a gastroenterite e a perda de fluidos deixam a pessoa mais cansada que o habitual.

10.Fale com o médico, se possível, logo no início dos sintomas, sobretudo no caso de crianças pequenas, idosos e grávidas. Se os vômitos não pararem ao fim de 48 horas, se tiver febre acima de 40º C (38,9º C no caso das crianças), sinais de desidratação, sangue nas fezes ou vômitos, procure o médico de imediato. Os casos mais graves podem necessitar de assistência hospitalar, para que a perda de líquidos e eletrólitos possa ser compensada por via intravenosa.

Como prevenir a contaminação?

-Lave as mãos varias vezes ao dia, minuciosamente, em especial antes de cozinhar e preparar refeições. Lave-as de novo logo após tocar em carne crua.


- Os utensílios de cozinha, sobretudo aqueles que estiverem em contato com carne, peixe e ovos devem ser muito bem lavados.

- Lave roupa suja de diarreia com água sanitária com cloro, bem como as superfícies do banheiro.


- Use termômetros para cozinhar os alimentos à temperatura adequada. Existem alguns especialmente concebidos para espetar na carne e saber a temperatura no seu interior. A carne de gado deve cozinhar acima de 71ºC, as aves acima dos 82ºC e o peixe a 60ºC, pelo menos.

- Não use a mesma vasilha onde coloca a carne ou peixe crus para armazenar alimentos cozidos, a menos que a tenha lavado bem.

- Regule seu refrigerador para os 4ºC e o congelador deve estar pelo menos nos -17/-18ºC.

- A carne ou peixe crus só devem ser conservados na geladeira por um ou dois dias; depois estarão impróprios para o consumo.

- Cozinhe sempre as refeições pré-preparadas à temperatura e durante o tempo recomendado nas embalagens.


- Não use alimentos fora do prazo de validade, com cheiro ou sabor estranho, cujas embalagens apresentem o topo abaulado (inchadas) ou estejam amassadas.

- Não consuma alimentos com molhos, maionese ou natas que estejam fora do refrigerador há algum tempo. Evite-os em festas e banquetes e sempre que não souber como foram preparados.

- Não beba água de fontes ou cursos d’água não tratada, por mais cristalina que lhe pareça.

- Não tome banho em praias com o aviso “Área Imprópria ao Banho”. Águas de praia contaminadas podem levar a gastroenterites e outros problemas.

- Se cuida de bebês, desinfete ou lave criteriosamente as mãos depois de trocar fraldas. Mantenha as fraldas usadas em uma lixeira bem fechada, de modo que não entrem em contato com outras superfícies ou pessoas.
- Quando viajar para locais onde as condições sanitárias não são as melhores, coma apenas alimentos frescos e cozidos na hora. Nada de vegetais crus (saladas, por exemplo); fruta, só depois de bem lavada e descascada; água, só engarrafada ou fervida. Não se esqueça de observar esta regra quando consumir bebidas com gelo ou escovar os dentes.

- Se tiver sintomas de gastroenterite, avise as pessoas que tiverem comido a mesma refeição.


Vacina para o Rotavírus

A gastroenterite por rotavírus é a infecção com mais probalidade de infectar uma criança até os cinco anos. No Brasil, a incidência de rotavírus em crianças com gastroenterite varia de 12 a 42%* ao ano - uma variação ligada à sazonalidade, de acordo com cada região do país ( *artigo científico: Prevalência de rotavírus em crianças atendidas na rede pública de saúde do estado de Pernambuco, Mariluce L. da Silva e outros). O primeiro episódio se manifesta com mais gravidade e ocorre, geralmente, entre os seis meses e os dois anos. Embora a maioria dos casos não seja grave, o rotavírus é muito contagioso. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 300 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) e, aproximadamente, 850 óbitos em todo país são referentes a crianças infectadas pelo rotavírus. A vacina contra o rotavírus faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida para crianças menores de seis meses em todos os postos de saúde do Brasil. Consulte o pediatra do seu filho sobre a necessidade de vacinação.

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